ENTRETENIMENTO
04/01/2015 18:19 -02 | Atualizado 26/01/2017 21:42 -02

Egito nega ter ameaçado prender Almal Alamuddin, esposa de George Clooney

LOUISA GOULIAMAKI via Getty Images
Human-rights lawyer Amal Alamuddin Clooney looks on during a press conference at the Acropolis museum in Athens on October 15, 2014. A team of British lawyers is advising Greece on how to secure the return of the contested Parthenon marbles from Britain. AFP PHOTO/ LOUISA GOULIAMAKI (Photo credit should read LOUISA GOULIAMAKI/AFP/Getty Images)

O governo egípcio afirmou neste domingo que a advogada especializada em direitos humanos Amal Clooney, mulher do ator George Clooney, pode viajar ao Egito "quando quiser", após ela afirmar que as autoridades locais tinham ameaçado prendê-la.

O Ministério do Interior disse em comunicado que "não há nenhuma medida" que impeça a entrada de Amal no país, em resposta a declarações da advogada ao jornal britânico The Guardian afirmando que as autoridades do Cairo ameaçaram prendê-la se publicasse um relatório sobre o sistema judiciário do Egito.

A advogada britânica, que se casou com Clooney em setembro, em Veneza (Itália), disse em uma entrevista ao jornal que ela e sua equipe elaboraram em fevereiro de 2014 um relatório para recomendar ao Egito um sistema judiciário mais independente. "Quando ia apresentar o relatório, primeiro de tudo nos impediram fazer isso no Cairo. Disseram: O relatório critica ao exército, a Justiça ou o governo?' Dissemos: Bom, sim. Então afirmaram: 'Bom, há o risco de serem presos", contou a advogada.

Entre outros casos, a profissional representou o jornalista egípcio com passaporte canadense Mohammed Fahmy, detido no Egito com outros companheiros da emissora catariana Al Jazeera, condenados em junho a entre sete e dez anos de prisão no Cairo. A sentença foi cancelada na quinta-feira passada.

O australiano Peter Greste, o egípcio com passaporte canadense Mohammed Fahmy e o egípcio Baher Mohammed estão presos desde dezembro de 2013, quando foram detidos em um hotel no Cairo acusados de colaborar com a Irmandade Muçulmana e divulgar notícias falsas sobre o Egito.

No dia 1º de dezembro, um tribunal egípcio anulou a sentença e ordenou a repetição do julgamento dos três jornalistas, mas rejeitou libertá-los. Amal Clooney disse ao diário britânico que os repórteres foram vítimas de um sistema no qual as autoridades escolhem como querem os juízes.

(Com Agência EFE)