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02/01/2015 19:16 -02 | Atualizado 26/01/2017 21:42 -02

Ex-ministro Gilberto Carvalho defende o PT ao deixar o governo Dilma: 'Nós não somos ladrões'

Montagem/Estadão Conteúdo

De saída do governo, o ex-ministro da Secretaria-Geral da Presidência Gilberto Carvalho fez uma defesa contundente do PT nesta sexta-feira (2) ao dizer que o partido não é formado por "ladrões". Ele reconheceu que alguns dos integrantes do partido cometeram erros, mas sublinhou que foram punidos.

“A quem disse que perdeu a eleição para uma quadrilha, eu quero responder dizendo que essa é a nossa quadrilha [os pobres]. Para eles, pobre é quadrilha”, disse Carvalho, no discurso de despedida, em uma referência a declaração do senador Aécio Neves (PSDB-MG), que perdeu as eleições de 2014 para a presidente Dilma Rousseff.

O tucano afirmou em entrevista recente que foi derrotado por “uma organização criminosa”.

“Com muito orgulho quero dizer que eu pertenço a essa quadrilha e nós vamos seguir mudando esse país”, disse.

“Eu estou muito feliz porque a imensa maioria dos nossos companheiros, dos nossos ministros, dos nossos assessores trabalham aqui por amor, trabalham para servir, nós não somos ladrões”, acrescentou.

Carvalho reconheceu que alguns "tombaram" mas que não vão levar "desaforo para casa”.

'É verdade que há entre nós aqueles que tombaram e que caíram nos erros. É verdade, mas, diferentemente de antes, cada um dos nossos companheiros que cometeu erro foi punido, pagou um preço doloroso para nós”, disse.

O ministro foi chefe de gabinete do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e nos últimos quatro anos era um dos poucos que criticavam algumas decisões de Dilma. Ele chegou a dizer que pediu desculpas a ela na carta de despedida pelos transtornos causados por causa de suas entrevistas.

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Carvalho transmitiu o cargo para o ministro Miguel Rossetto, que comandava o ministério do Desenvolvimento Agrário. Ele passa a assumir a presidência do conselho do Serviço Social da Indústria (Sesi).

Rossetto, por sua vez, evitou polêmicas no discurso e deixou claro que o governo vai pressionar para fazer a reforma política e defendeu o aumento dos mecanismos de democracia direta.

“É possível sim qualificar a democracia representativa com mais democracia participativa e democracia direta”, disse Rossetto.