COMPORTAMENTO

23 momentos de 2014 que as mulheres não veem a hora de deixar para trás (FOTOS)

22/12/2014 16:29 -02 | Atualizado 26/01/2017 21:35 -02
Damon Scheleur for The Huffington Post

worst moments for women

Entre a incrível performance feminista de Beyoncé no VMA, o movimento #YesAllWomen no Twitter e o Nobel da Paz para Malala Yousafzai, 2014 foi um ano e tanto para as mulheres. Mas, infelizmente, não há progresso sem alguns retrocessos.

Eis 23 momentos que estamos felizes de deixar em 2014, sem ordem de preferência:

  • O vazamento de fotos de celebridades nuas
    Getty Images
    Em setembro, várias fotos privadas de celebridades nuas vazaram na internet quando um ou mais usuários do 4chan hackearam suas contas pessoais do iCloud. A longa lista de celebridades incluía Jennifer Lawrence, Gabrielle Union, Kirsten Dunst, Kate Upton e Mary Elizabeth Winstead.

    As fotos viraram assunto de conversa (e buscas no Google) por semanas. Apesar de ter sido claramente um crime, o vazamento de fotos levou a uma avalanche de tentativas de culpar as vítimas. Como escreveu Roxane Gay, “existe uma curiosidade insaciável quando se trata do corpo nu de uma celebridade. Ela se coloca nos holofotes e nós, por nossa vez, achamos que temos o direito de ver o quanto desejarmos, ou pelo menos é essa a justificativa”. E o corpo das mulheres que não são celebridades? Isso se chama revenge porn (pornô de vingança) e segue acontecendo.
  • Um homem mandou para a mulher uma planilha com as “desculpas” dela para não transar
    Imgur
    Uma planilha de Excel pode não ser a melhor maneira de melhorar a intimidade em seu relacionamento, mas aparentemente um cara não foi avisado. Em julho, um homem criou uma planilha detalhando suas tentativas de transar com sua parceira ao longo de dois meses. Uma mulher que disse ser a esposa do tal homem postou a planilha no Reddit e escreveu:

    “Ontem de manhã, num táxi para o aeroporto, Marido manda uma mensagem para o meu email do trabalho, que está conectado ao meu telefone. Ele nunca fez isso antes, sempre nos comunicamos pessoalmente ou por mensagem de texto. Abro a mensagem e é uma diatribe sarcástica, basicamente dizendo que ele não vai sentir saudades de mim enquanto eu estiver fora pelos próximos dez dias. Anexada, uma planilha com todas as vezes que ele quis transar desde 1º de junho, com uma coluna para minhas ‘desculpas’, usando citações verbatim dos motivos pelos quais eu não estava a fim de transar naquele momento. Segundo o ‘documento’, só transamos três vezes nas últimas sete semanas, de um total de 27 ‘tentativas’ por parte dele.”
  • Ray Rice bateu na mulher em um elevador público e a resposta da NFL foi horrível
    Getty Images
    Em fevereiro, o ex-running back do Baltimore Ravens e sua então noiva Janay Palmer foram presos por agressão depois de uma briga em um elevador de um cassino de Atlantic City, New Jersey. Seis meses depois, o site TMZ divulgou imagens de câmeras de segurança que mostravam Rice dando um soco em Palmer, que caiu no chão, desacordada.

    A NFL (a liga profissional de futebol americano) suspendeu Rice por apenas dois jogos e imediatamente teve de lidar com a reação negativa à punição, considerada leve demais. Outros jogadores foram suspensos por uma temporada inteira por fumar maconha. A NFL tem uma história longa e complicada de leniência com relação à violência doméstica, incluindo punir com suspensões de um ou dois jogos, ou simplesmente deixar os casos passar em branco.

    Oito meses depois da prisão em Atlantic City, Rice foi cortado dos Ravens e banido da liga indefinidamente. Mas, mais tarde, Rice ganhou um recurso e foi reintegrado pela liga.
  • ‘Mulheres contra o feminismo’ virou um negócio
    Tumblr
    Um Tumblr de fotos de mulheres com cartazes explicando por que são contra o feminismo começou a popular as timelines no meio deste ano. É uma triste lembrança de que, por mais que a gente diga, as pessoas não entendem que o movimento feminista defende a igualdade para todos os gêneros. Nas sábias palavras de Chimamanda Ngozi Adichie: “Feminismo é a igualdade social, política e econômica dos sexos”. (Mas o Tumblr serviu de inspiração para várias paródias hilárias.)
  • O colunista George Will disse que ser vítima de estupro é um ‘status cobiçado’
    Getty Images
    Em junho, o comentarista político de direita escreveu sobre “a suposta epidemia de estupros, também conhecidos como ‘ataques sexuais’, em campus universitários”, em um artigo para o The Washington Post. Will escreveu:

    "[Faculdades e universidades] estão aprendendo que, quando dizem que as vitimizações nos campus são ubíquas (“microagressões”, muitas vezes não distinguíveis ao olho não-treinado, estão por toda a parte), e quando fazem do papel de vítima um status cobiçado, as vítimas proliferam.

    Sr. Will, ataques sexuais nos campus são muito reais.
  • A Suprema Corte decidiu a favor da Hobby Lobby, tornando o controle de natalidade caro demais para muitas mulheres
    Getty Images
    A Hobby Lobby, uma rede de lojas de artigos de arte cujos donos são cristãos, desafiou um item do Affordable Care Act, a lei que obriga os americanos a ter plano de saúde. A lei exige que empresas cubram todo tipo de contracepção em seus planos de saúde, sem custo para as funcionárias. A Hobby Lobby desafiou essa parte da lei, afirmando que ela viola a liberdade religiosa das funcionárias. Em junho, a Suprema Corte decidiu por 5 votos a 4 que não se pode exigir cobertura de contracepção para funcionárias de empresas que não tenham ações em bolsa.

    “Hoje, a Suprema Corte decidiu contra as mulheres e as famílias americanas, dando aos patrões o direito de discriminar contra mulheres e negar às funcionárias acesso à cobertura das medidas de contracepção”, escreveu Cecile Richards, presidente da ONG Planned Parenthood. “É uma decisão profundamente desapontadora e problemática, que vai impedir algumas mulheres, especialmente aquelas que recebem por hora e tem dificuldades para fechar as contas do mês, de ter acesso à medidas contraceptivas.”

    Uma coisa boa que saiu disso tudo? Com sua dissensão ferina de 35 páginas, a juíza Ruth Bader Ginsburg entrou para o Hall da Fama das Feministas.
  • O #Gamergate lembra a todas as mulheres que a internet não é um lugar seguro para nós
    YouTube.com
    A misoginia online está à solta em todos os cantos da internet, mas o Gamergate trouxe essa verdade para o primeiro plano. Em agosto, um ex-namorado da desenvolvedora de games Zoe Quinn disse que ela tinha um relacionamento com Nathan Grayson, jornalista do site especializado em games Kotaku. Muitos gamers acusaram Quinn de estar com Grayson só porque seus jogos teriam boas avaliações. Quinn começou a ser ameaçada na internet: ameaças de bomba, de morte e de estupro.

    Várias outras mulheres da indústria de games saíram em defesa de Quinn e também foram sujeitas a assédio e a ameaças, incluindo a divulgação de seus endereços e informações pessoais. A crítica de mídia e feminista Anita Sarkeesian (na foto acima) e a desenvolvedora de jogos Brianna Wu, duas apoiadoras de Quinn, foram vítimas de assédios tão terríveis que tiveram de sair de suas casas. A misoginia vai bem na internet, obrigado.
  • O Emmy objetificou Sofia Vergara durante um discurso sobre a diversidade na TV
    Getty Images
    Alguém achou que seria uma boa ideia colocar Sofia Vergara num pedestal rotativo no Emmy de 2014, enquanto o presidente da academia falava – adivinha? – de diversidade na TV.
  • Sam Pepper, estrela do YouTube, fez uma ‘pegadinha’ passando a mão em mulheres
    YouTube.com
    Existe uma (grande) diferença entre pegadinha e ataque, mas Pepper parece ter confundido as duas coisas. O britânico, uma celebridade do YouTube, postou um vídeo em setembro no qual ele anda pela rua passando a mão em mulheres e filmando a reação delas. O YouTube tirou o vídeo do ar dois dias depois, por causa das reclamações. A hashtag #ReportSamPepper entrou para a lista de trending topics do Twitter, numa tentativa de que o canal de Pepper fosse suspenso do YouTube. Muitas estrelas do YouTube também denunciaram o comportamento dele, se manifestando no Twitter e no Tumblr.

    Três dias depois de postar o vídeo, com a polêmica ainda em ebulição, Pepper publicou outro vídeo, dizendo ter feito um “experimento social” para chamar atenção para o problema de que homens são vítimas de abuso doméstico. Parece improvável que a pegadinha tenha sido um experimento social, e, de qualquer modo, a resposta foi insuficiente e veio tarde demais. Sejamos claros: ninguém encosta no corpo de uma mulher sem que ela dê permissão. Entendido? OK.
  • O Boko Haram sequestrou mais de 200 meninas
    AP
    Em abril, o grupo terrorista nigeriano Boko Haram sequestrou 273 meninas da escola Chibok Government Secondary School. Os captores ameaçaram vender as meninas na Nigéria e/ou traficá-las para outros países. Apesar de muitos terem denunciado a tragédia, somente 43 das meninas foram resgatadas ou conseguiram fugir. Cerca de 200 meninas nigerianas ainda estão desaparecidas.
  • Um juiz de Washington decidiu que fotos indiscretas de mulheres de saias, tiradas sem o conhecimento delas, não são violação de privacidade
    Getty Images
    A juíza Juliet McKenna, da Corte Superior de Washington, rejeitou as acusações contra um homem acusado de fazer fotos indiscretas de mulheres de saia, tiradas sem permissão, enquanto elas estavam sentadas na escadaria do Memorial de Lincoln.

    “Esta Corte decide que nenhum indivíduo vestido e posicionado de tal maneira em uma área pública, em plena luz do dia, na presença de incontáveis outros indivíduos, poderia ter uma expectativa razoável de privacidade”, escreveu McKenna em sua decisão.
  • Jill Abramson foi demitida do NYTimes em meio a relatos de que ela era ‘muito durona’
    Getty Images
    Jill Abramson, a primeira editora executiva do The New York Times, foi demitida em maio. O Times disse que a saída tinha a ver com “questões de gerenciamento da redação”, mas outros relataram que ela era “durona demais”, o que, como escreveu Ken Auletta, da New Yorker, é “uma caracterização que para muitos tem um inescapável aspecto de gênero”. Outros relatos dão conta de que Abramson foi demitida porque levantou a questão de que seu salário não era comparável ao dos homens que ocuparam o cargo antes dela. É impossível saber com certeza o que aconteceu, mas parece provável que a maneira segundo a qual ela era vista no jornal era afetada por seu gênero.
  • A Suprema Corte acabou com as zonas de proteção para as clínicas de aborto
    Getty Images
    Em opinião unânime, a Suprema Corte derrubou a lei de Massachusetts que exigia que manifestantes ficassem a pelo menos 11 metros de distância da entrada de clínicas de aborto. A corte decidiu que essas zonas de proteção violavam os direitos de liberdade de expressão da Primeira Emenda. Sem as zonas de proteção, porém, as mulheres que vão às clínicas estão sujeitas a agressões verbais dos manifestantes.

    “Graças à Suprema Corte, voltamos a um mundo em que as mulheres que procuram tratamento de saúde têm de enfrentar um corredor polonês de assédio para ver um médico”, escreveu Martha Waltz, presidente da Planned Parenthood em Massachusetts, em comunicado ao The Huffington Post.
  • A revista Time incluiu a palavra ‘feminista’ na Lista das Palavras a Banir em 2015
    Time Magazine
    A revista Time igualou o termo “feminista” a palavras como “óbvi” e frases como “om nom nom nom”. Segundo a revista, são todos termos que podem levar uma pessoa a “procurar um par de pauzinhos para enfiar no canal auditivo” – e que, portanto, deveriam ser banidos em 2015. Roxane Gay respondeu à decisão da Time, escrevendo:

    “Fico tentando imaginar um universo em que seria ruim ver figuras públicas se declarando feministas. Teria de ser um universo em que ‘as questões’, como o levantamento menciona vagamente, não existam mais – um universo em que as mulheres desfrutem de liberdade reprodutiva sem a necessidade de leis e tenham acesso a controle de natalidade fácil e barato.”

    Apesar de a Time ter se desculpado depois, o dano já estava causado. Da próxima vez, vamos nos lembrar de que “feminista” não é uma palavra da moda, é um movimento.
  • Um presidente de faculdade disse que as mulheres mentem sobre estupro quando ‘as coisas não acontecem como elas querem’
    Philly.com
    Robert Jennings, presidente da Universidade Lincoln, na Pensilvânia, sugeriu num discurso para alunas que várias fizeram acusações falsas de estupro e que na verdade elas eram as verdadeiras culpadas, por se colocarem naquela posição. “Temos, tivemos, no último semestre no campus três casos de mulheres que fizeram o que quer que tenham feito com rapazes e, quando as coisas não aconteceram como elas queriam – adivinha o que elas fizeram?”, disse Jennings para as alunas. “Elas procuraram [o departamento de] Segurança Pública e disseram: ‘Ele me estuprou’”. Depois da repercussão negativa, Jennings pediu demissão.
  • A violência contra as mulheres foi glorificada várias e várias e várias vezes em músicas
    YouTube.com
    Violência contra as mulheres e objetificação do corpo feminino não são novidade na música, e em 2014 nada mudou: o grupo de apoio a vítimas de ataques sexuais RAINN denunciou a banda Maroon 5 por causa do vídeo de “Animals”. O vídeo mostra uma fantasia de um stalker que rapidamente se torna um bizarro banho de sangue (imagem acima). O vídeo de “Literally, I Can’t”, do Playz-N-Skillz, mostra repetidas vezes homens mandando mulheres “calar a boca”. E quem poderia se esquecer de Eminem? Este ano, o rapper ameaçou estuprar Iggy Azalea e dar um soco em Lana Del Rey.
  • A Emenda 1 foi aprovada no Tennessee, ameaçando o direito de aborto das mulheres do Estado
    AP
    Em novembro os eleitores do Tennessee votaram sim em um referendo controverso que diz que a constituição do Estado não protege explicitamente o direito das mulheres de abortar. A emenda permite que a legislatura do Estado aprove restrições ao aborto sem se preocupar com intervenções da Justiça. A medida agregou o seguinte à constituição do Tennessee:

    “Nada nesta Constituição garante o direito ao aborto ou exige o financiamento de um aborto. As pessoas mantêm o direito, por meio de seus deputados e senadores estaduais, de decretar, emendar ou rejeitar estatutos relacionados ao aborto, incluindo, mas não limitados a, gravidez resultante de estupro ou incesto ou quando necessário para salvar a vida da mãe.”

    “Não vamos aceitar restrições que servem apenas para criar barreiras ao serviço. Não é a resposta”, disse Ashley Coffield, presidente da Planned Parenthood da área da grande Memphis.
  • O comediante Michael Che fez comentários equivocados sobre assédio sexual
    Getty Images
    Em outubro, um vídeo de uma mulher levando mais de 100 cantadas enquanto caminhava por Nova York viralizou rapidamente. Houve muita discussão sobre o vídeo, mas um dos comentários mais infelizes foi feito por Michael Che, comediante do Saturday Night Live. Che usou o Instagram para expressar sua opinião sobre o assédio de rua:

    "quero pedir desculpas para todas as mulheres que assediei com frases como “oi” ou “tenha um bom dia” ou “você é linda”. não consigo imaginar como é. o mais próximo que senti talvez tenha sido quando alguma mulher me reconhece da tv e diz algo como “AHHHHH! GENTE DO CÉU!! SNL SNL SNL!! TIRA UMA FOTO!! TIRA UMA FOTO!!! TE AMO! COMO VOCÊ CHAMA MESMO? OBRIGADA!!! OBRIGADA!!! PERA, DIZ ALGO ENGRAÇADO!!!!” mas mesmo assim não é nada parecido com um estranho me pedindo para dar um sorriso.

    Che depois pediu desculpas, mas o mal já estava feito.
  • Os republicanos tentaram puxar o saco das mulheres com a campanha ‘Say Yes to the Dress’ (diga sim para o vestido)
    YouTube.com
    No começo de outubro, o Comitê Nacional Universitário Republicano criou campanhas publicitárias modeladas no reality show “Say Yes to the Dress”, do canal TLC, batizadas de “Say Yes to the Candidate” (diga sim para o candidato). Em vez de falar sobre as questões que interessam às mulheres, os anúncios repetiram a história de que “mulheres só querem saber de casar” para capturar o interesse das eleitoras. Para sua informação: adotar uma linha sexista não é a melhor maneira de conquistar eleitoras. (Aparentemente, outros candidatos também não foram avisados, pois outro anúncio republicano retratou as mulheres como namoradas de Obama.
  • O comediante Artie Lange escreveu tweets racistas e sexistas
    Getty Images
    No começo de novembro, o comediante e apresentador de rádio escreveu tweets bizarros descrevendo uma fantasia gráfica, racista e sexista com Cari Champion, apresentadora do programa “First Take”, da ESPN2. Champion é mulher e negra. “Eis o cenário que estou usando para bater uma para a mina do First Take. Sou T. Jefferson e ela é minha escrava. Ela me enche de porrada e foge”, tuitou Lange. Você pode ler o resto aqui. Lange foi banido da ESPN.

    Mychal Denzel Smith, do Feministing, comentou o comportamento de Lange: “Esses comentários não extremos, pois acontecem com tanta frequência que nem são mais notícia. Eles são as invectivas diárias que acompanham a presença pública das mulheres negras, a ponto de que só as notamos quando alguém com um mínimo de reconhecimento público dá voz a esse tipo de bile”.
  • Elliot Rodger cometeu uma chacina para ‘punir’ as mulheres que não sentiam atração por ele
    Getty Images
    Em maio, Elliot Rodger, estudante de 22 anos da Santa Barbara City College, matou seis pessoas e feriu 13 perto do campus da Universidade da Califórnia em Santa Barbara. Entre as vítimas estavam quatro integrantes de uma irmandade. Um vídeo que Rodger publicou no YouTube detalhou sua motivação. Rodger disse que ainda “era virgem” e “nunca tinha beijado uma menina”. Sua intenção era “punir” as mulheres por essa “injustiça”. “Vocês meninas nunca sentiram atração por mim. Não sei por que vocês não se sentem atraídas por mim, mas vou puni-las todas por isso”, disse ele no vídeo.

    A tragédia inspirou as hashtags #YesAllWomen e #NotAllMen, comentários sobre a violência e o sexismo diários.
  • O CEO da Microsoft disse para as mulheres confiarem no ‘karma’ em vez de pedirem aumento
    Getty Images
    O CEO da Microsoft, Satya Nadella, disse para uma plateia de mulheres da indústria de tecnologia que elas deveriam confiar que receberiam aumento quando merecessem, apesar das evidências em contrário. “Não se trata de pedir aumento, mas de saber e ter fé que o sistema vai lhes dar aumentos conforme sua carreira se desenvolve”, disse Nadella. “Isso é karma bom. Vai voltar. Esse é o tipo de pessoa em que quero confiar, a quem quero dar mais responsabilidades.” Nadella pediu desculpas, mas era tarde demais.
  • A Esquire nos lembrou que mulheres de 42 anos às vezes são com*veis!
    Esquire
    Em julho, Tom Junod, da Esquire, escreveu um artigo intitulado “In Praise of 42-Year-Old Women” (Elogio às mulheres de 42 anos). Antes de concluir apressadamente que “elogio” era algo positivo, leia o primeiro parágrafo:

    “Vamos encarar a verdade: Havia algo trágico até mesmo na mais bela das mulheres de 42 anos. Com metade da vida diante de si, acreditava-se que ela estava no final de algo – ou seja, de tudo o que a sociedade valorizava nela, além de seu sucesso como mãe. Se ela continuasse sendo sexual, era predatória ou desesperada; se continuasse sendo bonita, o que dava força à sua beleza era o fato de que ela estava se esvaindo. E, se ela continuasse sozinha... bem, Deus a ajude.”

    Não, obrigado, Esquire. Suas explicações vão ficar em 2014.

Here's hoping for a shorter list next year.


Este artigo foi originalmente publicado pelo HuffPost US e traduzido do inglês.