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16/12/2014 11:38 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:02 -02

Sob pressão interna e externa, dólar deixa pra trás barreira de R$ 2,70 e chega a R$ 2,74

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Pelo quinto dia seguido, a cotação do dólar continua a subir e já deixou para trás o patamar de R$ 2,70. No início desta terça-feira (16), ele chegou a ser vendido a R$ 2,7425 (alta de 2,13%), e por volta das 10h30, era comercializado a R$ 2,7262 (alta de 1,52%). O dólar para janeiro de 2015 subia 0,83%, R$ 2,7295, segundo a Agência Estado.

O valor do dólar nesta terça ultrapassou o recorde de 29 de março de 2005, quando chegou a R$ 2,702.

Não bastasse a desconfiança no front doméstico trazida pela Petrobras, o tom pessimista é alimentado por dados fracos de crescimento econômico na China e desvalorização forte do rublo (moeda russa) ante o dólar, que, na manhã desta terça-feira, 16, renovava as mínimas históricas.

O dólar subia 22,65% ante o rublo russo, a 73,72 rublos por dólar, nova máxima histórica. O movimento especulativo se dá após o BC russo ter elevado nesta terça os juros em 6,5 pontos porcentuais, para 17% ao ano, para fazer frente à queda do petróleo. Fortemente dependente do petróleo, a economia russa também enfrenta sanções internacionais em retaliação à anexação da Crimeia e ao apoio de Putin aos separatistas no leste da Ucrânia.

A queda do preço do petróleo no mercado internacional é uma tendência que já dura várias semanas. Nesta terça, o petróleo brent para janeiro caía 2,96%, a US$ 59,25 por barril, na ICE. O petróleo WTI para janeiro perdia 2,63%, a US$ 54,44 por barril, na Nymex.

Com valores tão baixos, a exploração em alguns países, onde os custos do extração são mais altos devido à características específicas das reservas, pode ser tornar inviável do ponto de vista econômico. A exploração do pré-sal, por exemplo, tem custos mais elevados do que o de poços em águas mais rasas (no próprio Brasil) ou em terra (como no deserto do Oriente Médio).

Internamente, o movimento do dólar reflete as incertezas internas em relação à economia, o aprofundamento da crise na Petrobras e as dúvidas sobre a continuidade dos leilões de swap cambial pelo Banco Central.

Com informações de Estadão Conteúdo.

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