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13/12/2014 16:21 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:02 -02

Canadá, Malta, África do Sul e Argentina: opções para aprender outro idioma sem gastar muito

Montagem / ThinkStock

Adeus ano velho, feliz intercâmbio novo. :P

Nesta época de final de ano, não faltam desejos e objetivos para acrescentar naquela lista de 2015, certo? Já pensou em incluir um intercâmbio nos seus planos para o ano que vem?

E se engana quem pensa que para ter uma experiência internacional, é preciso um longo período de tempo. É possível aproveitar as férias do trabalho para turbinar o inglês, para começar a aprender um idioma novo, ou até para fazer trabalho voluntário.

O Brasil Post falou com três especialistas na área e descobriu quais os destinos mais populares entre os brasileiros, com preço mais em conta, e o que você precisa saber para passar um mês inesquecível.

Para quem quer estudar inglês sem estourar o orçamento, os melhores destinos são o Canadá, a África do Sul e a ilha de Malta. Já para aprender espanhol, a nossa vizinha Argentina alia cursos de qualidade e uma taxa de câmbio vantajosa, em relação ao real.

“Um intercâmbio bem sucedido é estar no lugar certo, na hora certa, e fazendo o que vai te trazer resultado”, afirma a gerente de cursos do STB, Marcia Mattos.

Ir para onde?

Para Marcia, antes de tudo é preciso entender o estilo de vida do local escolhido. “Nem sempre o mais barato funciona”, explica ela.

O fundamental, para escapar de uma cilada, é apostar no planejamento, e em muita pesquisa.

Canadá

Um dos destinos mais populares entre os brasileiros, o Canadá é uma boa opção para aprender inglês.

“O custo de uma temporada no Canadá é, em geral, 30% abaixo do custo de um curso nos EUA”, afirma Marcelo Albuquerque, diretor executivo da agência IE Intercâmbio.

Além disso, o país tem cursos de inglês a preços mais baixos do que outros destinos, como os EUA e a Inglaterra. Para passar quatro semanas em Vancouver, incluindo o valor da escola e de um quarto compartilhado em uma residência estudantil, o aluno gasta cerca de R$ 3.400.

É preciso lembrar, no entanto, que brasileiros precisam de visto para estudar no Canadá (e para fazer turismo também). Nesse caso, é preciso planejar com um pouco mais de antecedência – e reservar uma parte do orçamento para as despesas com a documentação. A taxa mais barata, para o visto de turista, é de R$ 215,00, caso o documento seja feito sem o intermédio de um despachante.

Malta

Para quem não abre mão de ir para a Europa, mas não quer gastar em libras esterlinas, a ilha da Malta, no meio do mar Mediterrâneo pode ser o destino ideal. Além disso, as companhias aéreas de baixo custo dão a opção de conhecer outros lugares do continente a um preço acesssível.

É possível estudar e morar quatro semanas na ilha gastando mais ou menos R$ 3.700.

“A viagem é algo maior do que o curso ou o local que você escolheu. A procura é maior por locais onde você consiga aliar o aprendizado com viagens de lazer”, diz Marcia.

Um pouco mais pacata fora da alta temporada europeia (entre junho e agosto), a ilha atrai intercambistas pelo custo de vida, especialmente baixo em relação a outros destinos europeus.

“O destino também propicia mais contato com a população local, o que é muito bacana”, afirma Luiza Vianna, gerente de produtos da Central de Intercâmbios.

África do Sul

A África do Sul, considerando as despesas totais – passagem, acomodação, curso e custo de vida – costuma ser o pacote mais barato e não exige visto para brasileiros que fiquem no destino por até 90 dias.

Uma viagem de quatro semanas incluindo curso, acomodação e meia pensão na Cidade do Cabo sai em torno de R$ 4.500.

“Pensando em um pacote com meia pensão, com pouco mais de R$ 50 por dia [além das despesas com curso e acomodação] é possível passear, se locomover, comer e viver tranquilamente”, afirma Luiza.

Argentina

Quem quer aprender espanhol e gastar menos deve fazer as malas e ir para a Argentina. Com escolas de espanhol com qualidade semelhante às europeias, o país vizinho acaba sendo interessante pelo custo de vida baixo e pelo câmbio vantajoso.

Para estudar em Buenos Aires durante quatro semanas, viver em uma casa de família em regime de meia pensão, o intercambista desembolsa cerca de R$ 4.500.

Outras possibilidades

No entanto, se nenhuma dessas opções faz seu coração bater mais forte, não desanime. Dá para fazer intercâmbio para destinos mais caros e, ainda assim, gastar pouco.

Segundo Marcia, um aspecto fundamental é escolher bem onde você vai ficar.

“Uma cidade que tenha, por exemplo, um transporte público bem articulado e com integração, pode ajudar a reduzir os custos”, explica.

É possível também estudar perto de grandes centros, como Londres ou Nova York, por um preço 25% mais baixo do que no centro dessas cidades. Assim, por exemplo, fica fácil visitar esses locais durante o final de semana.

Outro ponto importante, que vale em qualquer caso, mas que pode fazer ainda mais diferença caso você escolha um destino mais caro, é o planejamento.

É claro que dá para fazer uma viagem em cima da hora, mas quanto maior for a antecedência, mais tempo você terá para garimpar preços bons de passagens, transferir milhas do cartão de crédito, e negociar uma condição de pagamento mais vantajosa com a instituição de ensino.

“Hoje em dia, há possibilidades de parcelamento bastante atrativas, que vão desde pagar sem juros ou pagar em várias vezes, com uma taxa bem baixa”, diz Marcelo.

*Os valores dos pacotes não incluem a passagem, e o tipo de acomodação varia entre casas de família e residências estudantis.