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12/12/2014 19:35 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:02 -02

#ForaBolsonaro: Processo contra Jair Bolsonaro no Conselho de Ética da Câmara será instaurado na próxima terça-feira

Montagem/Estadão Conteúdo

A polêmica envolvendo as declarações do deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) e a sua mensagem agressiva contra a deputada Maria do Rosário (PT-RS) será discutida na próxima terça-feira (16), às 14h, no Conselho de Ética na Câmara dos Deputados, em Brasília. O encontro deve determinar a abertura de processo contra o parlamentar.

“Não sai, não, dona Maria do Rosário, fica aí. Fica. Fica aqui para ouvir. Há poucos dias 'tu' me chamou de estuprador no Salão Verde, e eu disse que não ia estuprar você porque você não merece. Fica aqui para ouvir”, disse Bolsonaro na última terça-feira (9).

Segundo informações da Agência Câmara, durante a reunião do Conselho de Ética será definido o relator da representação impetrada por quatro partidos (PT, PCdoB, PSB e Psol), a partir de uma lista com três nomes.

“Dessa vez, depois de um histórico de agressões do deputado Bolsonaro, ele passou de qualquer limite. Então nós estamos aqui fazendo uma representação assinada por quatro partidos, pedindo a cassação do mandato do deputado Jair Bolsonaro. Ou nós reagimos ou vai ser impossível a convivência”, afirmou a deputada Jandira Feghalli (PCdoB-RJ).

A deputada Maria do Rosário disse que foi moralmente agredida e que vai processar criminalmente Bolsonaro. Já a coordenadora da Bancada Feminina da Câmara dos Deputados, deputada Jô Moraes (PCdoB-MG), além da representação quer ir mais longe. “Tiramos uma posição de repúdio, assinamos, mas estamos decidindo se vamos entrar, inclusive, com alteração no Regimento do Código de Ética para que as agressões machistas sejam um agravante na avaliação dos processos a serem verificados”, comentou.

Processo só deve sair do papel em 2015

Segundo o presidente do Conselho de Ética, deputado Ricardo Izar (PSD-SP), o prazo para conclusão do processo de investigação é de 90 dias, mas o final desta legislatura pode se tornar um problema para quem espera agilidade no caso. “Então, provavelmente, este processo deve ser aberto agora, mas será arquivado ao final da legislatura, e aí tem de ser pedido o desarquivamento no início da nova legislatura”, emendou Izar.

Já Jair Bolsonaro acredita que toda a comoção contra ele é exclusivamente política e que aqueles que o acusam são os partidos defensores de direitos humanos de marginais. Segundo o deputado, o episódio de terça-feira ocorreu em função do que ele qualificou de “asneiras”, ditas pela deputada petista.

“Eu apenas rememorei um fato ocorrido no passado já que momentos antes ela ocupou a tribuna e falou um montão de asneiras no tocante à política de direitos humanos em nosso país. Eu repeti para ela, sim, porque ela falou besteiras no tocante à política de direitos humanos no país, onde ela sempre defende o bandido, o estuprador, o sequestrador, o assaltante, o homicida”, disse.

(Com Agência Câmara)

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