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09/12/2014 02:24 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:02 -02

Investidores dos EUA processam Petrobras por inflar contratos; advogados alegam 'esquema multibilionário de corrupção'

FERNANDO SOUZA/ESTADÃO CONTEÚDO

O escritório de advocacia dos Estados Unidos Wolf Popper anunciou nesta segunda-feira (8) que entrou em uma Corte de Nova York com uma ação coletiva em nome dos investidores que compraram American Depositary Receipts (ADRs), recibos que representam ações da Petrobras e são listados na Bolsa de Valores de Nova York (Nyse).

A acusação do escritório, segundo um comunicado divulgado na tarde de hoje, é que a empresa brasileira violou a legislação da Securities and Exchange Commission (SEC, que regula o mercado de capitais dos EUA).

A ação diz respeito a quem investiu nos papéis da Petrobras entre maio de 2010 e 21 de novembro de 2014.

A acusação é que a Petrobras, de acordo com o comunicado, forneceu "material falso e comunicados enganosos", que não revelaram uma "cultura de corrupção" na empresa, que consiste em um "esquema interno multibilionário de corrupção e lavagem de dinheiro" que afeta a companhia desde 2006.

A Petrobras, destaca o texto, é acusada de superfaturar o valor de propriedades e equipamentos em seu balanço. A empresa "inflou o valor dos contratos de construção da companhia".

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Por conta de uma série de denúncias do esquema de corrupção e lavagem de dinheiro, os ADRs da Petrobras acumulam queda de 46% desde o dia 5 de setembro, diz o comunicado.

O Wolf Popper já recuperou "bilhões" ao longo dos anos para investidores fraudados, destaca o documento.

A Petrobras informou que "não foi intimada da ação judicial" movida em Nova York pelo escritório de advocacia norte-americano Wolf Popper, segundo a assessoria de imprensa da petroleira.