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05/12/2014 09:51 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:02 -02

IPCA acelera a 0,51% em novembro e acumula alta de 6,56% em 12 meses, diz IBGE

ALE FRATA/AGÊNCIA O DIA/ESTADÃO CONTEÚDO

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,51 por cento em novembro, contra alta de 0,42 por cento no mês anterior, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (5).

Em 12 meses, o IPCA acumulou alta de 6,56 por cento até novembro, contra 6,59 por cento em outubro, mantendo-se acima do teto da meta do governo de 4,5 por cento, com margem de 2 percentuais para mais ou menos.

No acumulado do ano, até novembro, o índice é de 5,58 por cento, ainda abaixo do teto da meta.

Ou seja, o governo Dilma 1 tem apenas um mês, dezembro, para garantir que a inflação não ultrapasse 6,5 por cento em 2014. Vai conseguir?

"Acho bem difícil estourar", afirmou a economista da Tendências Consultoria Alessandra Ribeiro à Reuters. Para ela, o IPCA deve acelerar a 0,68 por cento em dezembro, fechando o ano com alta acumulada de 6,3 por cento (abaixo do teto da meta, ufa!).

Segundo contas do próprio IBGE, para encerrar o ano exatamente no topo da meta, o IPCA de dezembro teria subir 0,86 por cento. E, para repetir os 5,91 por cento de 2013, neste mês teria de subir 0,30 por cento.

Os resultados de novembro ficaram um pouco abaixo da expectativa em pesquisa da Reuters, de alta de 0,54 por cento sobre o mês anterior e de 6,59 por cento em 12 meses.

Carnes e gasolina; os vilões em novembro.

O maior impacto sobre o IPCA de novembro veio do grupo Alimentação e Bebidas, cujo avanço dos preços acelerou a 0,77 por cento, após 0,46 por cento em outubro. A carne teve alta de 3,46 por cento em novembro.

A gasolina foi o segundo item individual de maior impacto no IPCA do mês, com alta de 1,99 por cento. No início do mês passado, a Petrobras anunciou reajuste nos preços da gasolina e do diesel.

Outra fonte de pressão sobre a inflação são os serviços: em 12 meses, esses preços acumularam alta de 8,28 por cento.

Nesta semana, o Banco Central elevou a taxa básica Selic em 0,50 ponto percentual, a 11,75 por cento ao ano, mas o aumento dos juros, uma das formas de combater a inflação, só deve ter impacto a médio prazo.

O movimento reforçou as sinalizações dadas pela nova equipe econômica --com Joaquim Levy no Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa no Planejamento e Alexandre Tombini mantido no BC-- de maior rigor fiscal e combate à inflação.

Atualizado às 13h18 com mais informações da Reuters.

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