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01/12/2014 16:52 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:02 -02

Escolha de novo ministro do Desenvolvimento, Armando Monteiro Neto, agrada às lideranças da indústria brasileira

Montagem/Estadão Conteúdo

Candidato derrotado ao governo de Pernambuco, o senador Armando Monteiro Neto (PTB-PE) foi confirmado como novo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. A nota oficial do Palácio do Planalto foi divulgada na tarde desta segunda-feira (1º).

Monteiro Neto substitui o atual ministro, Mauro Borges. Mas ainda não há uma data para ser concluída a transição de equipe.

A escolha dele é uma forma de o Planalto dar um afago no aliado PTB, após a vitória de Paulo Câmara (PSB-PE), nome de Eduardo Campos, na disputa pelo governo pernambucano.

Da mesma forma, ao optar por Monteiro Neto no comando do Ministério do Desenvolvimento, o governo acena uma tentativa de aproximação com o empresariado.

O petebista foi presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que reúne grandes lideranças do setor produtivo.

É mais um passo de Dilma Rousseff no sentido de agradar a setores que não apoiaram sua campanha eleitoral. Na semana passada, o anúncio de Joaquim Levy como novo ministro da Fazenda animou o mercado financeiro.

O substituto de Guido Mantega foi chamado de "o homem de 80 bilhões de reais" pelo site El Pais Brasil. Esse foi o aumento do valor de mercado de empresas na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) no pregão posterior ao anúncio do nome de Levy.

Acolhida dos empresários

A CNI já demonstrou satisfação com a futura posse de Armando Monteiro Neto.

A entidade diz acreditar que a indústria e o Produto Interno Bruto (PIB) voltarão a crescer com mais vigor com o novo ministro.

"O Brasil enfrenta hoje os desafios de aumentar a produtividade e de reduzir o custo de produção", alerta o atual presidente da CNI, Robson de Andrade, em nota Portal da Indústria. "Não se faz um país forte sem uma indústria forte."

Andrade afirma que Monteiro Neto conhece bem as "necessidades dos setores produtivos" e, por ser senador, tem "interlocução fácil com o Congresso". Por isso, trata-se de uma escolha acertada da presidente Dilma, na avaliação dele.