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30/11/2014 14:13 -02 | Atualizado 26/01/2017 21:53 -02

5 motivos de esperança na luta contra as mudanças climáticas

MANDEL NGAN via Getty Images
US President Barack Obama (L) and China's President Xi Jinping shake hands following a bilateral meeting at the Great Hall of the People in Beijing on November 12, 2014. Obama began a one-day state visit after the closing of the Asia-Pacific Economic Cooperation summit. AFP PHOTO / Mandel NGAN (Photo credit should read MANDEL NGAN/AFP/Getty Images)

Quando um acordo internacional parecia impossível, China e EUA deram uma virada histórica. Países se preparam para abandonar o petróleo de vez. Outros investem pesado em energia solar, enquanto ONGs e índigenas usam tecnologias baratas e muita inteligência para combater o desmatamento. Veja a seguir algumas boas notícias na luta contra as mudanças climáticas, que tem novo capítulo na conferência que acontece até 12 de dezembro em Lima, no Peru:

1) China e EUA, maiores poluidores, assinam acordo contra mudanças climáticas

Eles foram responsáveis pela falência do Protocolo de Kyoto. Eles respondem por quase dois terços dos gases estufa lançados na atmosfera. São os maiores vilões do aquecimento global. Mas assinaram recentemente um acordo bilateral histórico: pela primeira vez, a China se comprometeu a reduzir suas emissões. E os EUA ampliaram seus compromissos voluntários.

2) Índios usarão celulares em árvores para vigiar floresta no Pará

A terra indígena Alto Rio Guamá, localizada entre duas rodovias no Pará, já foi bastante desmatada e é seguidamente invadida por madeireiros. Por isso foi escolhida pela ONG Rainforest Connection, que desenvolveu o novo sistema de monitoramento, para implantar a tecnologia em parceria com o governo do Pará.

3) Seis países latino-americanos instalam mais de 700 MW de energia solar am 2014

Segundo dados da GTM Research, os recordistas no continente são, pela ordem, Chile (308 MW), México (97 MW), Honduras (72 MW), Equador (64 MW), Uruguai (59 MW) e Brasil (51 MW).

4) Dinamarca vai zerar uso de petróleo e gás até 2050

denmark bicicle

País tem política de combate às mudanças climáticas mais ambiciosa do mundo. Até 2050 vai acabar com a queima de combustíveis fósseis não só na produção de eletricidade como também nos transportes.

5) China decide reduzir consumo de carvão

O Conselho de Estado do país acaba de apresentar seu Plano Estratégico de Ação Energética prevendo, pela primeira vez, cortes no consumo de carvão já a partir de 2020. A China é o maior poluidor do planeta e o uso de carvão para gerar energia a maior fonte de emissões do país .