MUNDO
29/11/2014 20:23 -02 | Atualizado 26/01/2017 21:53 -02

No Marrocos, países reconhecem que precisam avançar em direitos humanos

FADEL SENNA via Getty Images
President of the National Council of Human Rights (CNDH) Driss El Yazami gives a press conference during the second edition of the World Human Rights Forum on November 28, 2014 in the city of Marrakesh. More than 5,000 people from 94 countries are expected to attend the rights summit. AFP PHOTO /FADEL SENNA (Photo credit should read FADEL SENNA/AFP/Getty Images)

O delegado interministerial para os Direitos Humanos no Marrocos, Mahjoub El Hiba, reconheceu neste sábado (29) que o país precisa avançar na questão da paridade de gêneros e também em ações de combate à violência contra a mulher.

No caso específico do combate à violência contra a mulher, El Hiba destacou que, apesar dos esforços que já estão sendo feitos em seu país, é preciso fazer mais. O Marrocos participou do Primeiro Fórum Mundial de Direitos Humanos, realizado no Brasil no ano passado, e está sediando a segunda edição do evento, que termina domingo. El Hiba fez a declaração durante o lançamento do livro de memórias da edição brasileira do fórum, que também marcou a última participação oficial do Brasil no evento marroquino.

A expectativa de Mahjoub El Hiba, é que na próxima edição do encontro, o Marrocos possa avançar ainda mais ao identificar temas que, segundo ele, por enquanto, ainda não foram percebidos.

“Nenhum país que sedia um fórum dessa magnitude fica igual. É uma oportunidade ímpar de receber milhares de pessoas, ideias e práticas com o objetivo de avançar nos direitos humanos”, destacou a ministra Ideli Salvatti, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.

Para ela, quando Brasil, Marrocos e Argentina se dispõem a sediar um evento desse tipo, não há dúvida sobre o compromisso desses países com a promoção e a defesa dos direitos humanos. “Em nenhum dos três países, com certeza, tudo está pronto ou tudo está bem, mas realizar o fórum é reconhecer que é preciso avançar”, afirmou Ideli.

A próxima edição do Fórum Mundial de Direitos Humanos será em 2016, na Argentina. Inicialmente, a ideia era promover o encontro no ano que vem, mas como 2015 será um ano de eleições gerais no país vizinho, o secretário argentino de Direitos Humanos, Martín Fresneda, disse que realizar o fórum com os novos governantes do país eleitos será melhor.

Ao falar sobre que temas devem ser mais trabalhados na edição argentina, Fresneda adiantou que questões como a impunidade dos responsáveis pelo narcotráfico e as referentes à defesa da vida, dignidade e liberdade são fundamentais. “Os direitos humanos vêm reparar grandes tragédias, sempre com justiça e memória para ter sólidas bases democráticas que nos permitam ampliar essa rede”, disse o secretário.