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25/11/2014 16:37 -02 | Atualizado 26/01/2017 21:52 -02

Índice de Desenvolvimento Humano: cai diferença entre melhor e pior IDH do país, mas desigualdade persiste

veja.com

São Paulo tem o mais alto índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) entre as regiões metropolitanas do Brasil, segundo levantamento do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e Fundação João Pinheiro (FJP) divulgado nesta terça-feira (25).

De acordo com o Atlas do Desenvolvimento Humano nas Regiões Metropolitanas Brasileiras, a Região Metropolitana de São Paulo tem nota 0,794 em um índice que varia entre 0 e 1. Já Manaus, com 0,720, ocupa a última colocação no ranking.

Os dados do Atlas são calculados com base nos Censos Demográficos de 2000 e 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As dezesseis regiões analisadas são: São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Recife (PE), Natal (RN), Belém (PA), Goiânia (GO), Porto Alegre (RS), Distrito Federal, Vitória (ES), Cuiabá (MT), Fortaleza (CE), Manaus (AM), Salvador (BA), Curitiba (PR), São Luís (MA)e Belo Horizonte (MG)).

Os bairros mais ricos das metrópoles brasileiras

Em 2010, a diferença registrada entre as regiões metropolitanas com o maior e o menor IDHM foi de 10,3%. Dez anos antes, era de 22,1%. Além de dezesseis regiões metropolitanas, o estudo mapeou 9.825 unidades de Desenvolvimento Humano (UDHs), conceito próximo ao de bairros, e concluiu que as desigualdades entre elas caíram entre 2000 e 2010, mas seguem acentuadas.

As regiões metropolitanas que apresentaram os maiores valores para o IDHM em 2010 foram São Paulo (0,794), Distrito Federal (0,792), Curitiba (0,783), Belo Horizonte (0,774) e Vitória (0,772), todas com índices mais altos do que os apresentados em 2000.

As regiões metropolitanas de mais baixo IDHM, em 2010, foram Manaus (0,720), Belém (0,729), Fortaleza (0,732), Natal (0,732) e Recife (0,734). Essas regiões, na mesma ordem, eram as de menor IDHM também em 2000.

Em dez anos, as regiões metropolitanas que apresentavam índices mais baixos avançaram com mais velocidade do que as que possuíam IDHM melhor. Por causa disso, as diferenças na pontuação diminuíram.

No período analisado, as regiões metropolitanas que tiveram o maior avanço no IDHM, em termos relativos, foram Manaus, Fortaleza, São Luís, Belém e Natal. As que tiveram menor avanço foram as de São Paulo, Porto Alegre, Curitiba, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Vitória. As dezesseis regiões analisadas correspondem a quase 50% da população brasileira.

Lançado em 2013, o banco de dados com informações referentes aos 5.565 municípios brasileiros ganhou um recorte mais detalhado por regiões metropolitanas. Por meio do levantamento, é possível constatar que a renda média dos bairros mais abastados de Manaus, por exemplo, é 47 vezes maior que a do mais carente.

Em 2010, na UDH classificada como Zona Rural Itacoatiara, a renda per capita média mensal é 169,10 reais. Na UDH Condomínio Residencial Houseville/Condominio Abrahan Pazzuelo/Condomínio dos Advogados, a renda per capita média mensal é 7.893,75 reais. Ao todo, o atlas reúne mais de 200 indicadores de cerca de 9.000 UDHs.

O IDHM é um número que varia entre 0 e 1: quanto mais próximo de 1, maior o desenvolvimento humano de um estado, município, de uma região metropolitana ou UDH. Para calcular o índice geral, três fatores são analisados: a expectativa de vida, a renda per capita e a educação.