COMPORTAMENTO

Primeiro museu feminista do mundo será inaugurado na Suécia

21/11/2014 21:37 -02 | Atualizado 26/01/2017 21:52 -02
Reprodução/Internet

Para sacramentar a importância e o crescimento das mulheres em sociedade, neste sábado (22), será inaugurado, em Estocolmo, na Suécia, o museu da História da Mulher, considerado e apresentado como o primeiro museu feminista do mundo. As informações são da agência de notícias AFP.

Maria Perstedt, diretora do local, contou à agência que este é "o único museu do mundo dedicado ao lugar ocupado pela mulher na história, no presente e no futuro", e que é esta orientação que o diferencia dos demais museus dedicados às mulheres e sua história ao redor do globo. Ela explica mais:

"Nós queremos explorar diversas perspectivas: em larga escala, tratando as relações entre os sexos e o poder; e numa escala individual, dando protagonismo aos objetos e às narrativas."

Sonho realizado!

Segundo a agência, o museu sonha em trazer 'para fora' as vozes das mulheres e "descrever e provocar ideias, normas e estruturas que limitam, hoje, as escolhas e as possibilidades de mulheres e homens". Perstedt afirma que a ausência da perspectiva feminista em outros museus da Suécia impossibilitou que o público refletisse sobre tais questões.

A iniciativa pretende envolver pesquisadores e criar "um museu vivo", um local de encontros e de debates. Totalmente financiado pela prefeitura de Estocolmo, o local não tem coleção permanente e irá oferecer duas exposições paralelas permanentes. A entrada é gratuita e a diretora não informou estimativas sobre o número de visitantes.

A Suécia é feminista

Na Suécia, o feminismo faz parte do cotidiano. Segundo uma pesquisa encomendada pela rádio estatal SR em agosto de 2014, cerca da metade dos eleitores do país se apresentam como feministas. O partido Iniciativa Feminista, contudo, não conseguiu integrar o parlamento - após obter menos de 4% dos eleitores, limite para eleger um representante.

"Os outros partidos dizem ser feministas para atrair eleitores", garante Maud Eduards, professora de ciência política da Universidade de Estocolmo. O primeiro-ministro sueco, Stefan Löfven, ganhou a opinião pública após ter afirmado, em 2012, ser feminista: "sou feminista e ponto final".

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