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21/11/2014 11:41 -02 | Atualizado 26/01/2017 21:52 -02

Manifestantes entram em confronto com polícia por causa de massacre no México

Reuters

Manifestantes lançaram coquetéis molotov e enfrentaram a polícia em frente ao Palácio Nacional, na Cidade do México, na quinta-feira (20), enquanto milhares de pessoas protestavam contra o modo como o presidente Enrique Peña Nieto tem lidado com o massacre de 43 estudantes de magistério.

Centenas de policiais da tropa de choque bloquearam o acesso ao palácio, na principal praça da capital, onde milhares de manifestantes se reuniram para se solidarizar com os estudantes, aparentemente assassinado após serem sequestrados por policiais corruptos em 26 de setembro.

Passeatas foram conduzidas pacificamente até chegarem ao Zócalo, onde os manifestantes atearam fogo em um boneco de Peña Nieto. Em uma passeata anterior, os manifestantes conseguiram incendiar a principal porta do Palácio Nacional, em 9 de novembro.

Um grupo menor de manifestantes se dirigiu à entrada do palácio, antes de a polícia avançar para liberar a praça. Antes, cerca de 300 mascarados entraram em confronto com a polícia perto do aeroporto da Cidade do México, lançando coquetéis Molotov e fogos de artifício. Ninguém ficou ferido, disse a polícia.

O México tem sido tomado por protestos desde que 43 estudantes da cidade de Iguala, no sudoeste do país, foram levados por policiais a serviço de uma das gangues de narcotráfico locais, sendo provavelmente carbonizados, de acordo com o governo, que ainda investiga o caso.

As passeatas foram organizadas no 114º aniversário do início, em 1910, da Revolução Mexicana que derrubou o ditador Porfírio Diaz. Entre os manifestantes estavam parentes dos estudantes. Muitos carregavam cartazes com mensagens contra o governo.

Contribuiu para o descontentamento popular um escândalo sobre um lucrativo contrato público para a construção de uma linha férrea de alta velocidade, mais um motivo de constrangimento para o presidente.

Foi descoberto que uma das empresas envolvidas no consórcio vencedor da licitação para a obra era proprietária de uma mansão de luxo em processo de aquisição pela esposa de Peña Nieto, Angélica Rivera, lançando dúvidas sobre o processo de concorrência.