NOTÍCIAS
19/11/2014 13:48 -02 | Atualizado 26/01/2017 21:52 -02

Dilma está 'perto' de anunciar próximo ministro da Fazenda, diz fonte à agência Reuters

Thinkstock/Getty Images

A presidente Dilma Rousseff está "perto" de anunciar o próximo ministro da Fazenda, disse uma fonte do governo nesta quarta-feira (19) à agência Reuters, escolha que ajudará a definir se ela adotará uma postura mais favorável aos mercados ou dobrará a aposta em políticas mais intervencionistas.

Alguns investidores têm especulado que o anúncio pode vir já nesta quarta-feira, já que boa parte dos mercados não abrirão na quinta-feira, o que daria a investidores tempo para digerir a notícia.

Segundo notícia veiculada pelo Estadão Conteúdo, Dilma se reuniu durante dez horas com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta terça (18), o que também pode ser um indício de que o início da reforma ministerial é iminente. A informação foi confirmada pela assessoria do Instituto Lula.

Por causa da demora na reunião, que tinha previsão de duração de uma hora, outros compromissos de Dilma foram cancelados. O encontro, que oficialmente era apenas entre Dilma e Mercadante, durou mais de 10 horas. A reunião aconteceu em meio a discussões sobre a reforma ministerial e os desdobramentos da Operação Lava Jato.

Já segundo a Folha, a reunião aconteceu na noite de terça e também contou com a presença de Rui Falcão, presidente do PT.

A fonte ouvida pela agência Reuters, que falou sob condição de anonimato, recusou-se a dizer exatamente quando a decisão será anunciada ou quem será escolhido para substituir o atual ministro, Guido Mantega. "É provavelmente a decisão mais importante que ela tomará pelo resto de sua Presidência", disse a fonte.

Dilma disse que nomearia o sucessor de Mantega após voltar da cúpula do G20, que ocorreu na Austrália no último fim de semana.

A pressão sobre Dilma tem crescido nos últimos dias para nomear o sucessor de Mantega, com o crescente escândalo da operação Lava Jato, envolvendo a Petrobras, ameaçando ofuscar seu segundo mandato e prejudicar a economia já estagnada.

Muitos investidores torcem para que ela escolha Henrique Meirelles, ex-presidente do BC de 2003 a 2010, que sinalizaria mais ênfase em cortes nos gastos públicos e combate à inflação. Segundo os jornais, ele seria o nome favorito de Lula.

Dilma também está considerando o atual presidente do BC, Alexandre Tombini, e o ex-secretário-executivo da Fazenda Nelson Barbosa. Os dois nomes sinalizariam uma continuidade maior e provavelmente decepcionariam investidores.

Luiz Carlos Trabuco, presidente do Bradesco, teria a simpatia tanto de Lula quanto de Dilma, segundo a Folha, mas ele teria dito a amigos que não aceitaria o convite.

Com informações da Reuters e do Estadão Conteúdo.