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18/11/2014 14:40 -02 | Atualizado 26/01/2017 21:52 -02

Diretor de empreiteira preso, Erton Fonseca admite que pagou propina em esquema da Petrobras e diz que foi ameaçado

UANDERSON FERNANDES/AGÊNCIA O DIA/ESTADÃO CONTEÚDO

O jornal Folha de S. Paulo revelou nesta terça-feira (18) o teor do depoimento de um dos executivos presos na sétima fase da Operação Lava Jato. Erton Medeiros Fonseca, diretor-presidente de Engenharia Industrial da Galvão Engenharia, admitiu à Polícia Federal que pagou propina em esquema da Petrobras.

Ele disse que sofreu extorsão do doleiro Alberto Youssef e do ex-diretor de Abastecimento da estatal Paulo Roberto Costa. O dinheiro, segundo Fonseca, era o caixa do PP.

No depoimento à PF, Fonseca afirmou que Youssef e Costa ameaçaram romper contrato da Petrobras com a Galvão Engenharia caso o suborno não fosse pago.

O executivo ressaltou que a empresa não formou cartel nem pagou propina para ganhar licitação, informa a Folha. O dinheiro por baixo dos panos foi dado, segundo Fonseca, somente para que "obras já concluídas" não ficassem sem pagamento.

O site G1 informou que Fonseca também disse ter sido ameaçado também pelo ex-deputado federal José Janene (PP-PR), que morreu em 2010. Ele seria o responsável pelo esquema de propinas da Petrobras para seu partido. Depois da morte dele, Youssef e Costa passaram a comandar a "arrecadação".

Ainda segundo a Folha, Fonseca está disposto a fazer uma acareação com Youssef e Costa. O PP não comentou o assunto.

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