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14/11/2014 14:33 -02 | Atualizado 26/01/2017 21:47 -02

Petrobras 'incorpora marca perversa da corrupção', afirma Aécio Neves

WILLIAM VOLCOV/BRAZIL PHOTO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

O senador Aécio Neves (PSDB-MG), candidato derrotado na última eleição para a Presidência da República, afirmou hoje (14) que a Petrobras "vai trazendo para si uma marca perversa" em razão das "gravíssimas" denúncias de corrupção e das ações do atual governo na estatal. As declarações foram dadas durante encontro com lideranças do partido em São Paulo.

"Infelizmente, a nossa maior empresa, a Petrobras, que adia a publicação do seu balanço em razão das gravíssimas denúncias de corrupção vai trazendo para si uma marca perversa em razão das ações deste governo", disse o senador. "A Petrobras, investigada inclusive não apenas no Brasil, mas agora fora do Brasil, incorpora à sua belíssima história uma marca perversa da corrupção.”

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Além disso, Aécio fez duras críticas ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. De acordo com o senador, Cardozo abriu inquérito para investigar a posição individual e política de delegados da Polícia Federal envolvidos nas investigações de corrupção. "O ministro da Justiça — isso é inaceitável — quer retirar de uma categoria de servidores públicos o direito constitucional à livre manifestação. Como se quisesse dizer que funcionários públicos só podem se manifestar a favor do governo", disse. "Isso é absolutamente inaceitável."

As afirmações foram feitas no mesmo dia em que a Polícia Federal iniciou a sétima fase da Operação Lava Jato. Trezentos policiais federais cumprem 27 mandados de prisão por desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro em diversos estados — Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pernambuco e Distrito Federal. Entre os presos, está o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque, que foi indicado pelo PT para o cargo de alto escalão.

Também são cumpridos 49 mandados de busca e apreensão, dos quais 11 envolvem grandes empresas — nove delas seriam as construtoras Camargo Corrêa, UTC, Mendes Júnior, OAS, Odebrecht, Queiroz Galvão, Engevix, Galvão Engenharia e Iesa.