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10/11/2014 21:53 -02 | Atualizado 26/01/2017 21:45 -02

A revanche de Marina Silva: Candidata derrotada nas eleições expõe as contradições entre Dilma candidata e Dilma presidente

Montagem/Estadão Conteúdo

Terceiro lugar na corrida presidencial, a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva (PSB) promete se manter em evidência como oposição ao novo governo de Dilma Rousseff (PT). Detonada pela propaganda petista, a candidata derrotada começou a expor as contradições entre o discurso da então candidata e as ações da presidente já reeleita.

Na página oficial de Marina no Facebook, as postagens destacam que "a realidade desmantela o marketing eleitoral de Dilma". É uma revanche da ex-senadora, alvo de uma estratégia de desconstrução ostensiva do PT na televisão.

"Marina está muito perto de chamar Dilma pelo pseudônimo de estelionato eleitoral", cravou o blogueiro Josias de Souza, ao abordar os posts de Marina.

Entenda cada uma das cartadas da pessebista na fiscalização do novo mandato da adversária:

Autonomia do Banco Central e taxa de juros

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Marina foi acusada pelo PT de querer tirar a comida da mesa dos brasileiros por defender a autonomia do Banco Central.

Também foi tachada de candidata dos banqueiros por ter Neca Setúbal, herdeira do banco Itaú, como coordenadora do programa de governo de Marina.

Além da autorização do aumento da taxa básica de juros, que impacta toda a economia, o presidente Lula cogitou o nome do presidente-executivo do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco, para ser ministro da Fazenda no segundo mandato de Dilma.


Redução de subsídio para bancos públicos

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A propaganda de Dilma atacou a indicação de que Marina reduziria a participação dos bancos públicos na economia.

Segundo a peça do PT veiculada na televisão, com menor participação dessas instituições, haveria menos financiamento à agricultura familiar e à indústria brasileira, além de risco a programas como o Minha Casa Minha Vida e o ProUni.

No debate da TV Record no primeiro turno, Dilma chegou a criticar Marina ao dizer que ela iria "reduzir o crédito para os bancos públicos".

Na semana passada, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que estuda cortar subsídios do BNDES.


Avanço do desmatamento no País

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O governo federal segurou dados que mostram alta no desmatamento na Amazônia. A informação já era de conhecimento das autoridades desde 14 de outubro, antes do segundo turno, segundo a Folha de S. Paulo.

Durante a campanha, Dilma disse que Marina mentia sobre o avanço no desmatamento na região em 2013.