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07/11/2014 09:50 -02 | Atualizado 26/01/2017 21:45 -02

Dólar se aproxima da barreira de R$ 2,60 nesta sexta-feira, no sexto dia consecutivo de alta

FogStock/Vico Images/Tamara Lischka via Getty Images

Em alta pelo sexto dia seguido, o dólar começou a ser vendido nesta sexta-feira (7) a R$ 2,5814 por volta das 9h20, uma alta de 0,8% em relação ao dia anterior.

Na quinta-feira, a moeda norte-americana fechou acima de R$ 2,56 pela primeira vez em nove anos. O dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 2,561, com alta de 1,82%. O valor é o mais alto desde 20 de abril de 2005, quando a cotação tinha fechado em R$ 2,564.

Nos últimos meses, as tensões associadas ao cenário internacional e às eleições presidenciais fizeram o dólar disparar. No exterior, o Federal Reserve (Fed), Banco Central norte-americano, reduziu os estímulos monetários à maior economia do planeta, fazendo o dólar disparar em todo o mundo. Na semana passada, o Fed encerrou as injeções de dólares na economia mundial.

Segundo o G1, o mercado também está atento ao relatório do emprego nos EUA, que pode indicar quando a taxa de juros começará a subir naquele país. Se houver um aumento da taxa de juros por lá, a tendência é de mais dólares saírem do Brasil em direção aos EUA, tornando a oferta de moeda mais escassa aqui e a moeda mais cara.

No mercado interno, o dólar subiu nas semanas anteriores à reeleição da presidenta Dilma Rousseff. Na segunda-feira (27), dia seguinte ao segundo turno, a moeda chegou a fechar em R$ 2,523, cotação superada nesta quinta. Nos dias posteriores, a moeda norte-americana passou a oscilar bastante, acumulando sessões de alta e de queda, mas voltou a subir consistentemente desde a última sexta-feira (31).

O dólar não caiu apesar de o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) ter aumentado a taxa Selic (juros básicos da economia) para 11,25% ao ano. Em tese, os juros domésticos mais altos ajudam a derrubar o dólar porque ampliam a diferença das taxas brasileiras em relação às dos Estados Unidos, tornando o Brasil mais atrativo para os aplicadores internacionais, que trazem dólares para o país.

Com informações da Agência Brasil