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05/11/2014 17:14 -02 | Atualizado 26/01/2017 21:43 -02

Marta Suplicy está de saída. Quem deve substitui-la no MinC?

Flickr/MinC/Janine Moraes

A ministra da Cultura, Marta Suplicy, já pediu seu afastamento do Ministério que ocupa desde a saída de Ana de Hollanda, há dois anos. A não continuidade de Marta Suplicy já tinha sido decidida no primeiro turno das eleições, quando a ministra encampou um movimento pela substituição da candidata Dilma Rousseff pelo ex-presidente Lula, o chamado "Volta, Lula". O movimento não vingou e Dilma se reelegeu, o que a colocou em xeque no cargo.

Para o lugar de Marta, já estão sendo cogitados alguns nomes.

Na semana passada, ventilou-se o nome de José Sarney para ocupar o MinC. De acordo com nota de Alvaro Siviero n'O Estado de S.Paulo, a presidente reeleita Dilma Rousseff, a pedido do ex-presidente Lula, havia convidado o pemedebista para ser seu novo ministro da pasta. A história, até o momento, não se confirmou.

Com isso, a vaga está aberta. Dois nomes, contudo, despontam para ocupar a posição.

Juca Ferreira

O ex-ministro Juca Ferreira foi convocado às pressas no final de agosto pela presidente Dilma para ocupar cargo de comando na campanha. Naquele período, a situação estava mais complicada para a petista, que via a subida da candidata do PSB Marina Silva nas pesquisas. Agora, Juca Ferreira é um dos principais nomes para voltar a ocupar a pasta — em 2008, ele substituiu Gilberto Gil no MinC.

Há um porém: Ferreira, que é secretário de Cultura de São Paulo, está empenhado em ajudar a fazer da gestão de Fernando Haddad um modelo de administração moderna. Ele pode decidir permanecer, ocupando-se de indicar um nome e articular uma filosofia de trabalho na pasta.

Ângelo Oswaldo de Araújo Santos

Outro nome que surge com força é o do atual presidente do Instituto Brasileiro de Museus, Ângelo Oswaldo de Araújo Santos. A presidente gostou da forma habilidosa, diplomática, porém firme, como Ângelo Oswaldo conduziu a nova legislação de museus do País, sancionada há um ano. Ele também já foi secretário de Estado da Cultura de Minas Gerais no Governo de Itamar Franco (1999-2002) e dirigiu o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, IPHAN.

Contra Oswaldo, pesa o fato de que tem ideias predominantemente liberais, e Dilma se comprometeu, com o grupo que a ajudou a recuperar a confiança entre a classe artística, a retornar a inclinação do MinC para um esfera de participação popular e arcabouço vanguardístico, mais ousado.

Outros nomes

A deputada federal Jandira Feghali (PCdoB), aliada importante do governo nas questões culturais, voltou a ter seu nome lembrado. O retorno do próprio Gilberto Gil é uma das soluções que estão sendo mencionadas, como forma de aproximar opostos.

A gestão de Marta foi avaliada como tendo sido "saneadora", no sentido de recolocar alguns programas nos trilhos — ela conseguiu, por exemplo, aprovar o Vale Cultura —, apesar de não ter conseguido criar uma marca própria e investir num grande programa. Pesa contra Marta sua opção de abdicar da discussão de temas importantes, como os direitos autorais, que acabaram ficando na mão do congresso — um dos parlamentares que se adiantou nessas discussões foi o senador do PSOL, Randolfe Rodrigues, que conseguiu levar a cabo uma CPI contra o Ecad e uma nova lei autoral.

(Com Estadão Conteúdo)