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29/10/2014 16:37 -02 | Atualizado 26/01/2017 21:43 -02

Milhares vão às ruas de Budapeste protestar contra a cobrança de impostos sobre a internet

AP Photo

Milhares de pessoas protestaram em Budapeste contra o plano do governo em taxar o tráfego de dados. Os manifestantes viam o imposto como uma tentativa de minar a democracia e as relações com a União Europeia.

A manifestação foi organizada pelo Facebook. Os manifestantes se reuniram na Praça dos Herois, do lado de fora do Ministério da Economia e acenaram com seus telefones celulares. Alguns arremessaram computadores antigos contra o portão da sede do partido Fidesz, atualmente no poder.

O protesto, que ocupou as ruas da capital húngara na noite de terça-feira (28) foi, de longe, o maior vivido pelo primeiro-ministro Viktor Orban, que assumiu o comando do país em 2010. Segundo organizadores, o evento reuniu 100 mil pessoas. Já estimativas de sites locais calculam um público de 10 mil pessoas.

Sua administração impôs impostos especiais sobre os setores bancários, varejistas, de energia e de telecomunicações para controlar o déficit orçamental.

A ideia de taxar a internet foi lançada no código fiscal de 2015, que foi submetido ao Parlamento da Hungria na semana passada.

A multidão marchou pelas ruas de Budapeste exigindo a revogação da taxa e a saída de Orban do poder. Alguns manifestantes seguravam cartazes que continham as palavras “ERROR!”, em uma alusão à linguagem usada na informática.

Inicialmente, o governo planejou tributar as transferências de dados de internet a um custo de 150 florins (R$ 1,51) por gigabyte.

Após analistas calcularem que os ganhos somariam mais do que a receita anual do setor, e um protesto massivo ser realizado no domingo (26), parlamentares apresentaram um projeto de lei que fixou a taxa em 700 florins (R$ 7,05) por mês para pessoa física, e 5.000 florins (R$ 50,42) para empresas.

Além de críticas de usuários, a medida também foi criticada pela Comissão Europeia, que afirmou que essas ações limitam as liberdades dos cidadãos.

Com informações da Reuters