COMPORTAMENTO
28/10/2014 18:26 -02 | Atualizado 26/01/2017 21:43 -02

Músicos famosos morrem antes do que pessoas 'normais' (PESQUISA)

Erprofe/Flickr

Todo mundo já sonhou em ser um deus da música — mesmo quem não admite isso publicamente. Alguns dão vazão a este sonho cantando no chuveiro; alguns conseguem chegar ao topo das paradas de sucesso. E lá no alto, com fama, sucesso, dinheiro e uma vida inteira para torrar tudo isso, morrem.

Músicos famosos têm mais chance de morrer, digamos, "antes do tempo" do que qualquer um de nós. Quem diz isso é a ciência. Um estudo australiano publicado no jornal acadêmico The Conversation afirma que músicos americanos renomados morrem décadas anos antes que a média da população.

músicos

Dianna Kenny, professora de Psicologia e Música da Universidade de Sydney, analisou as mortes de 12.665 artistas americanos que viveram entre 1950 e junho de 2014, e constatou que, em comparação com a média da população norte-americana, a quantidade de mortes acidentais entre eles é entre cinco e 10 vezes maior. Há outros números impressionantes. Por exemplo, a taxa de suicídio — entre duas a sete vezes maior — e os índices de homicídio — até oito vezes maiores.

Foram estudados casos de músicos de diversos gêneros: música africana, balada, bluegrass, blues, Cajun, calipso, pop cristão, conjunto, country, doo-wop, electroclash, folk, funk, gospel, hard rock, hip hop, honky tonk, indie, jazz, música latina, metal, new wave, polka, pop, psychedelic, punk, punk-electronic, rock rap, reggae, rhythm and blues, rock 'n' roll, rockabilly, ska, soul, swamp, swing, techno, western e world music.

"A 'cena' da música popular não estipula limites e não molda ou espera um comportamento aceitável. Ela faz, na verdade, o contrário: valoriza o comportamento ultrajante e a ação de impulsos agressivos, destrutivos e sexuais que muitos de nós ousamos ter apenas em nossas fantasias", escreveu Kenny no artigo.