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28/10/2014 12:31 -02 | Atualizado 26/01/2017 21:43 -02

Bovespa se recupera e abre em alta; dólar cai abaixo de R$ 2,50

401k2013/Flickr
An American $100 dollar bill

Em linha com o movimento de recuperação observado com dólar e juros futuros, que nesta terça-feira (28) devolvem parte da alta da véspera, a Bovespa abriu o pregão no terreno positivo, em uma tentativa de apagar as perdas de segunda-feira, quando fechou no menor nível desde abril deste ano sob efeito da reeleição de Dilma Rousseff (PT).

Às 10h35, o Ibovespa, principal índice de ações brasileiro, subia 2,22%, aos 51.625,21 pontos, não muito distante da pontuação máxima do dia, aos 51.840 pontos (+2,65%). Os ganhos eram conduzidos pelas ações do chamado "kit eleição", com o ranking de maiores ocupado, entre outros papéis, por Petrobras PN (+3,99%).

Já o dólar recuava mais de 1 por cento e voltava abaixo de R$ 2,50 nesta terça, corrigindo parte da expressiva alta da segunda após a reeleição da presidente. Às 10h21, a moeda norte-americana caía 1,11 por cento, a 2,4950 reais na venda, após atingir 2,4905 reais na mínima do dia. Na véspera, a divisa havia subido mais de 2,5 por cento, maior alta em quase 3 anos, e chegou a ser vendido a R$ 2,56.

'Gringos' aproveitaram a baixa para comprar

Conforme operadores da Bolsa, os investidores estrangeiros aproveitaram a onda vendedora ("sell off") da Bolsa brasileira na segunda para ampliar a aposta na alta do Ibovespa. "Os 'gringos' acreditam que a Bolsa já estava próxima do piso e aproveitaram o 'sell off' de ontem para retornar as compras", explica um profissional ouvido pelo Broadcast.

Enquanto no exterior o foco está na decisão de política monetária do Fed (Banco Central dos EUA), no Brasil todas as atenções estão voltadas para a definição de quem comandará o Ministério da Fazenda. Nomes como o do presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco, do ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, e do ex-secretário executivo da Fazenda, Nelson Barbosa, estão entre os cotados, assim como o do petista Aloízio Mercadante, atual ministro da Casa Civil e muito próximo a Dilma. Mercadante, no entanto, é visto com desconfiança pelo mercado.

Com informações de Estadão Conteúdo