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27/10/2014 15:23 -02 | Atualizado 26/01/2017 21:43 -02

Para ministro da Fazenda, Guido Mantega, reeleição de Dilma Rousseff mostra que população aprova a economia

ED FERREIRA/ESTADÃO CONTEÚDO

Em entrevista concedida nesta segunda (27), após a reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT), o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que "(o resultado das urnas) mostra que a população está aprovando as políticas que estamos praticando" na condução da economia. Ele observou que após o pleito há o fim da paixão e a volta da racionalidade.

Mantega afirmou que veio a público para "confirmar os compromissos do governo brasileiro". "Temos compromisso de fortalecer os fundamentos da economia brasileira. Isso é fundamental e prioritário na nossa economia. Significa manter bom resultado fiscal para que a dívida pública fique sob controle", afirmou.

Mantega citou ainda que é prioridade manter a inflação sob controle, continuar gerando empregos e manter o mercado interno em expansão. "Temos que criar condições para que o investimento continue crescendo no País", afirmou.

O ministro, que deve deixar o cargo no próximo mandato de Dilma, argumentou ainda que as eleições provocam volatilidade nos mercados. "Hoje, todas as bolsas estão caindo. Vocês não vão me dizer que é pelo processo eleitoral no Brasil", disse. "Como está tendo queda de commodities no mundo, afeta as ações brasileiras. As eleições também afetam a bolsa. Causam volatilidade de todo tipo. Com o fim da eleição esse cenário tende a amainar", defendeu.

Segundo Mantega, a própria discussão econômica fica mais exacerbada durante a eleição. Ele observou ainda que os pessimistas ficam mais pessimistas e, os otimistas, mais otimistas. "Terminada a eleição, esse cenário tende a se acalmar. Já há uma volta do otimismo da economia", disse, citando pesquisa Datafolha divulgada na semana passada.

"A economia está voltando a crescer no terceiro trimestre. Gradualmente, é verdade, mas a tendência é que a recuperação continue no terceiro e no quarto trimestres", disse.

Ministro diz que 'não cabe a ele' falar sobre seu sucessor

Ao ser questionado sobre sua sucessão no Ministério da Fazenda, ele não quis responder. Disse que a pergunta deveria ser direcionada para a presidente Dilma Rousseff. "Não cabe a mim falar em nome de ministros neste momento", afirmou.

Em entrevista realizada durante o primeiro turno da campanha eleitoral, Dilma deixou claro que Mantega não permanecerá à frente da pasta no próximo governo. "Eleição nova, governo novo, equipe nova', disse a presidente.

A declaração causou uma saia justa. Mantega reagiu dizendo que tinha a confiança de Dilma, mas que ele mesmo havia pedido para sair.

"Temos dois meses pela frente de trabalho intenso, até terminar o ano, para que possamos fortalecer os fundamentos e criar as condições para que as empresas e trabalhadores se mobilizem para um novo ciclo de expansão", afirmou.

Com informações do Estadão Conteúdo