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22/10/2014 20:01 -02 | Atualizado 26/01/2017 21:42 -02

Candidato do PRTB à Presidência, Levy Fidelix dá sugestões "valiosas" a Geraldo Alckmin para acabar com a crise da água em SP

Famoso pelo “Aerotrem” e pela frase em torno do aparelho excretor da comunidade LGBT, o presidenciável Levy Fidelix (PRTB) divulgou um vídeo no último domingo (19) em que dá ‘dicas preciosas’ ao governador Geraldo Alckmin (PSDB) para acabar com a crise da água em São Paulo.

“Neste tema eu há muitos anos estudo porque temos grandes problemas que cada vez mais recrudescem nessa questão de fornecimento de água. Não é apenas má ou boa gestão”, pontua logo no início do vídeo Fidelix, tentando espantar quem ache que ele não faz ideia do que está falando.

O líder do PRTB – aquele partido que acabou punido com a perda do fundo partidário, por irregularidades nas contas de 2010 em SP – vê duas alternativas “que pode se fazer e cumprir com rapidez”, segundo palavras do próprio.

A primeira é buscar algo que dá certo no Oriente Médio. “Sabemos que Israel é exemplo no mundo em dessalinização. Poderíamos muito bem trazer usinas de dessalinização para cá, na região praiana. E não água para beber, (mas sim) para as grandes indústrias”, afirma Fidelix.

A segunda é um pouco mais ousada. “Que o governador Alckmin avalie a possibilidade de fazer dutos para trazermos água (...) do Rio Paraná. É largo, grande, e junto com o (Rio) Paraguai (eles) formam os maiores rios do Brasil, depois do Amazonas (...). Temos aqui uma possibilidade muito boa, das águas que são altamente caudatárias, muito grandes, muito fortes. Podemos trazer de 500 km, 600 km, por dutos, a água para cá”.

Não bastasse sugerir a solução para a seca em São Paulo, ele também acredita que conhece o segredo para o fim da seca no Nordeste. “A solução é trazermos água dos Amazonas, da foz do Amazonas (...). Claro que não é uma solução tão econômica, mas é muito mais barato do que sangrarmos o (Rio) São Francisco”, sentencia.

‘Geniais’ ou não, as ideias parecem ser, pelo menos hoje, apenas ideias. Não há nenhum indicativo do governo Alckmin, ou do governo federal, de que existam planos iminentes para que sejam adotadas as alternativas sugeridas por Fidelix, “O Original”, conforme define a própria página do partido.

Pelo menos desta vez o presidenciável – que promete ser mais uma vez candidato em 2018 – deixou o aparelho excretor de fora das suas falas.

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