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Morte de Eduardo Campos: Irmão de ex-governador de PE espera que teoria envolvendo atentado e CIA seja considerada pela Justiça

20/10/2014 17:40 -02 | Atualizado 26/01/2017 21:35 -02
HÉLVIO ROMERO/ESTADÃO CONTEÚDO

O advogado Antônio Campos, irmão do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, esteve em São Paulo na semana passada e apresentou novidades acerca das investigações do acidente aéreo que tirou a vida do então candidato à Presidência, no dia 13 de agosto.

Para Antônio Campos, é preciso investigar todas as possibilidades em torno do acidente com a aeronave Cessna 560XL PR-AFA, que devia pousar no Guarujá (SP), mas acabou caindo momentos antes em uma área residencial de Santos (SP). E isso passa por pelo menos duas teorias conspiratórias, levantadas após a tragédia.

A primeira foi levantada pelo jornalista americano Wayne Madsen, que escreveu um artigo no fim de agosto em que apontou características semelhantes a outras atividades suspeitas da CIA, a agência secreta do governo dos Estados Unidos.

“Os rastros do envolvimento da CIA na morte de Campos são as anomalias técnicas que envolvem a queda e a confusa história da propriedade do avião”, comentou Madsen ao blog do jornalista Claudio Tognolli.

Outra teoria conspiratória, envolvendo atentado, foi levantada pelo deputado federal Protógenes Queiroz (PCdoB-SP), que garante ter recolhido provas que mostram anomalias nas investigações do acidente. Ele promete entregar o material à Procuradoria Geral da República (PGR) após as eleições.

“Os técnicos estão um pouco amedrontados com a situação, amedrontas porque converge com uma situação de um atentado (...) e eles têm medo de algum tipo de retaliação”, afirmou Queiroz, que é delegado licenciado da Polícia Federal, em entrevista ao Terra.

Ao Brasil Post, Antônio Campos disse que as reportagens relativas aos dois personagens que citam teorias conspiratórias já foram reunidas aos autos do processo que já corre na Justiça. O irmão de Eduardo Campos preferiu não se posicionar em caráter oficial sobre o assunto, mas quer que ele seja avaliado pelas autoridades.

“Em breve eu irei (me posicionar), como um dos advogados habilitados nos autos. Estamos concluindo um trabalho investigativo e nós vamos nos pronunciar. É uma coisa que a gente vê com muito... Não vamos misturar com o calendário eleitoral, é algo de muita responsabilidade, vamos lidar com muito zelo e muita cautela, até em respeito à verdade”, comentou.

O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes (Cenipa), órgão vinculado a Força Aérea Brasileira (FAB), não tem um prazo para concluir os trabalhos de apuração da tragédia. Quanto aos prejuízos causados pelo acidente, o advogado informou que a apólice de seguro está sendo discutida e que todos os danos serão pagos.

“Estamos solidários com todo aquele sofrimento e estamos acompanhando o desenrolar das investigações desse acidente. Em nenhum momento nos furtamos em conversar, orientar, dar informações, estamos aí, acompanhando. Tenho sido procurado sempre pelo pessoal de Santos”, concluiu.

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