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15/10/2014 17:14 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:04 -02

PT de SP protocola pedido de esclarecimento ao tucano Bruno Covas após apoiador ser preso com mais de R$ 100 mil

Janete Longo/Estadão Conteúdo

A bancada do PT na Assembleia Legislativa de São Paulo protocolou nesta semana um pedido de explicações ao deputado estadual Bruno Covas (PSDB), neto do ex-governador de São Paulo Mário Covas, junto ao Conselho de Ética da casa.

A solicitação diz respeito à prisão do jornalista e radialista Mario Welber no fim do mês passado, quando tentava embarcar em um avião com R$ 102 mil em dinheiro, além de cheques da campanha de Covas – do qual ele é apoiador – referentes às eleições deste ano.

Segundo o G1, Welber prestou esclarecimentos a Polícia Federal na última sexta-feira (10). A assessoria de Covas disse ao Terra que “os cheques se destinavam a pagamentos de prestadores de serviço da região de Rio Preto”, para onde Welber estava embarcando quando foi preso.

No pedido, os petistas pedem que Covas esclareça aos demais deputados as suas reais conexões com o apoiador preso. O PT paulista acredita que o dinheiro possa ser fruto de caixa 2 eleitoral, segundo informações publicadas pelo site da Assembleia Legislativa. Para o líder da bancada do partido, João Paulo Rillo, a suspeita precisa ser investigada.

“É necessária a apuração com a apresentação formal de explicações pelo denunciado Bruno Covas, pois a possibilidade de um deputado estadual estar vinculado à dinheiro de origem desconhecida macula todo o Legislativo Paulista e diretamente viola o que dispõe o Regimento Interno da casa”, comentou Rillo.

Welber trabalhou na Assembleia, foi assessor de Bruno Covas na Secretaria do Meio Ambiente e se apresentava como representante do deputado. Em 2012, quando foi candidato a vereador em São José do Rio Preto, declarou patrimônio de R$ 92 mil.