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15/10/2014 17:27 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:04 -02

Brasil tem pior nível de geração de empregos para setembro em 13 anos, informa governo federal

TIAGO QUEIROZ/ESTADÃO CONTEÚDO

A criação de empregos formais – diferença entre contratações e demissões – atingiu em setembro o pior nível para o mês em 13 anos. Segundo dados divulgados nesta quarta-feira (15) pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, o País criou 123.785 empregos com carteira assinada no mês passado, o menor número para meses de setembro desde 2001, quando foram gerados 80.028 postos de trabalho.

De janeiro a setembro deste ano, foram criados 904.913 empregos formais, total mais baixo desde o início da série histórica do Ministério do Trabalho, em 2004.

Em relação ao mesmo período do ano passado, a geração de emprego caiu 31,6%. De janeiro a setembro de 2013, haviam sido criadas 1,323 milhão de vagas.

No mês passado, o total de admissões somou 1.770.429, contra 1.646.644 demissões. Apesar do desempenho ruim na comparação com os outros anos, a geração de empregos em setembro atingiu o melhor nível desde fevereiro deste ano, quando haviam sido criados 260.823 postos de trabalho na série sem ajustes.

Os setores que mais ampliaram a oferta de vagas em setembro foram serviços (62,4 mil novas vagas), comércio (36,4 mil vagas) e indústria de transformação (24,8 mil vagas).

Dois segmentos registraram queda nos postos de trabalho: indústria extrativa mineral (-455) e agropecuária (-8,9 mil), influenciada pelo fim da colheita da maior parte das safras.

Os estados que mais geraram empregos no mês passado foram Pernambuco (21,9 mil), Alagoas (13,7 mil), Rio de Janeiro (12,7 mil) e Paraná (11,5 mil). Por outro lado, quatro estados registraram mais demissões que contratações em setembro, com todos os resultados negativos na casa das dezenas ou das centenas: Acre (-90), Piauí (-401), Minas Gerais (-840) e Rondônia (-937).

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