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09/10/2014 17:02 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:04 -02

Recordar é viver: Aliados para o 2º turno, dirigentes de PSDB e PSB já trocaram farpas durante debates na TV

Montagem/Estadão Conteúdo

O PSB anunciou nesta quarta-feira (8) o seu apoio à candidatura presidencial de Aécio Neves (PSDB). Uma pequena ala da sigla se voltou para o lado de Dilma Rousseff (PT), mas a tendência é que a própria Marina Silva, candidata do partido no 1º turno, anuncie seu apoio ao tucano até o fim da semana. E imaginar que há 43 dias atrás o cenário era impensável.

No dia 26 de agosto foi realizado o primeiro debate com os presidenciáveis na TV. Organizado pela Rede Bandeirantes, o encontro entre sete dos 11 candidatos ao Palácio do Planalto mostrava um quadro favorável a Marina, sobretudo com base nas pesquisas divulgadas horas antes e que mostravam uma subida substancial da pessebista nas intenções de voto.

Na ocasião, o otimismo do PSB contrastava com a preocupação tucana. O ex-governador de São Paulo Alberto Goldman, um dos coordenadores da campanha de Aécio, não perdoou e minimizou as chances de Marina já naquela época. Chamou inclusive o partido rival de “fraco” na ocasião.

“Ela não era candidata e não aparecia, agora que é candidata teve os números que sempre teve. A não ser que ela tivesse condições de esvaziar os votos do Aécio, o que acho difícil, porque ela não tem uma estrutura política suficiente para capitalizar esses votos que hoje o Aécio tem (...). Acho que se tivermos uma campanha boa, ele tiver condições de se apresentar bem, nós temos condições de chegar tranquilamente ao segundo turno”, comentou.

Questionado antes do debate seguinte, realizado no SBT, o presidente do PSB Roberto Amaral não deixou passar batido o comentário do tucano. Questionado sobre o tema pelo Brasil Post, ele sentenciou: “Eu digo que todos os quadros do PSB são superiores ao Alberto Goldman”. Todavia, no chamado mundo da política, as rusgas e ofensas podem ser superadas por ‘um bem maior’.

É verdade que as críticas e ofensas utilizadas pela campanha de Dilma para desconstruir Marina foram mais pesadas do que a ofensiva tucana – tirando do sério inclusive o vice de Marina, Beto Albuquerque, que nunca sequer cogitou se unir aos petistas no 2º turno –, o que só colocava duas alternativas para o PSB: caminhar com Aécio ou a neutralidade.

Goldman e Amaral deverão estar presentes novamente no debate da Band, marcado para o dia 14 de outubro. É esperar para ver o reencontro do ‘líder dos fracos’ com o ‘inferior aos quadros do PSB’, como os próprios definiram sobre os ex-adversários.

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