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07/10/2014 15:11 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:03 -02

Aécio Neves reafirma apoio ao fim da reeleição, mas não diz se já valeria pra ele caso eleito

ALEX SILVA/ESTADÃO CONTEÚDO

O candidato Aécio Neves (PSDB), que disputa o segundo turno das eleições para a presidência do País, reafirmou ser pessoalmente contra a reeleição, mas evitou responder se abriria mão de concorrer a um segundo mandato, caso ganhasse as eleições.

O tucano falou sobre o assunto na tarde desta terça-feira (7), ao lado de José Serra e Geraldo Alckmin, em encontro com profissionais da construção civil em São Paulo (SP).

"Eu sou a favor do mandato de cinco anos sem reeleição. A questão tem que ser discutida no Congresso por uma razão específica: não estamos falando do fim da reeleição para presidente da República apenas, onde a decisão unilateral do candidato resolveria o problema”, disse.

Aécio também não indicou se o eventual projeto pedindo o fim da reeleição para cargos no executivo já teria validade na próxima eleição presidencial.

“Nós estamos falando de reeleição de governadores e de prefeitos também, então precisa ver qual o entendimento do Congresso Nacional em relação a isso", complementou.

O posicionamento do presidenciável sobre o assunto é uma tentativa de se aproximar dos políticos da base aliada e também de garantir apoio de Marina Silva (PSB) no segundo turno, já que a candidata sinalizou que daria o apoio se ele atendesse à algumas de suas reivindicações, como a reforma tributária e o fim da reeleição.

Aécio ser favorável ao assunto também agrada ao senador eleito José Serra e ao governador reeleito Geraldo Alckmin. Alckmin é apontado como um possível nome do PSDB para a concorrer a Presidência nas eleições de 2018. Serra também é um "eterno" candidato a presidente do PSDB.

Se Aécio for eleito presidente e não puder se reeleger por uma mudança na lei, o caminho estará aberto para outros líderes tucanos.

De acordo com a colunista Monica Bergamo, “o compromisso de Aécio de não disputar uma eventual reeleição facilitaria o engajamento do grupo do governador de SP na campanha do mineiro”.

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(Com informações da Reuters)