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Tarcísio Motta, candidato do PSOL derrotado nas urnas, é o melhor personagem da eleição ao governo no Rio de Janeiro

05/10/2014 20:05 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:03 -02
Reprodução/Facebook/Tarcísio Motta

"Cadê o Amarildo?", pergunta o homem corpulento de rabo de cavalo. O oponente apenas sorri. Sorriso amarelo, de quem não sabe o que responder.

Tarcísio Motta, candidato do PSOL ao governo do Rio de Janeiro, saiu sem resposta do debate realizado pela Rede Globo. Uma pena: todos nós queremos uma resposta do governo estadual: cadê o Amarildo? A indagação fez com que o povo fluminense (e toda a internet) vibrasse.

Além de não conseguir resposta alguma, Tarcísio também deixa esta eleição sem vitória. Entretanto, foi o grande nome do pleito ao Palácio da Guanabara.

Nas pesquisas de intenção de voto, Tarcísio foi de 2% a 6%, apesar do parco tempo de TV: 1'01. Na última delas, feita pelo Datafolha na véspera da eleição, o candidato do PSOL estava em quinto lugar, atrás de Lindberg Farias (PT) — entre os eleitores com renda superior a cinco salários mínimos e aqueles com nível superior de escolaridades, Tarcísio estava em quarto.

 

Com 98,19% das urnas apuradas, Tarcísio conseguiu 8,95% dos votos válidos. Na capital, ele teve mais votos que Anthony Garotinho (PR).

A porcentagem significa 702.594 votos. Tais votos são de milhares de pessoas que, assim como a ala intelectual e personalidades da mídia — Caetano Veloso, Gregório Duvivier, Wagner Moura etc. — acreditaram no homem que, durante a campanha, fez questão de entregar seu plano de governo nas mãos do povo fluminense.

"Não pode sujar a rua", dizia Tarcísio, enquanto distribuía panfleto em frente ao colégio Pedro II, no bairro do Humaitá, na zona sul do Rio de Janeiro. Poderia fazer como qualquer outro candidato: simplesmente emporcalhar a cidade com propaganda eleitoral, sem se preocupar com a sujeira toda. Mas Tarcísio, ao contrário de muitos na política, não se mete com sujeira.

Tarcísio Motta: imagens de campanha