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Autor da proposta do kit macho, candidato Matheus Sathler é rejeitado pelo eleitorado e fica de fora da Câmara dos Deputados

05/10/2014 23:43 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:03 -02
Divulgação/Facebook

Muitos brasileiros ficaram desapontados neste domingo (5) com a notícia de que porta-vozes do conservadorismo foram eleitos com votação bastante expressiva.

Foi o caso dos deputados federais Jair Bolsonaro (PP-RJ), Marco Feliciano (PSC-SP) e Sóstenes Cavalcante (PSD-RJ), discípulo do pastor Silas Malafaia.

Entretanto, uma boa notícia para quem defende a diversidade e a promoção do respeito foi a rejeição do candidato a deputado federal pelo Distrito Federal Matheus Sathler (PSDB).

Apoiado por Bolsonaro, ele defendia a criação do "kit macho" e do "kit fêmea".

Seriam manuais para distribuir na escola a fim de "ensinar homem a gostar de mulher e mulher a gostar de homem", segundo o UOL.

A ideia do candidato era contrapor-se ao programa "Brasil Sem Homofobia", que ensinaria o "homossexualismo" às crianças.

Ele defendia a doação de 50% de seu salário à cura de crianças vitimadas por "pedofilia homossexual" e a revogação "de todos os privilégios homossexuais".

Matheus Sathler contou 1.415 votos. Ele ficou em 66º lugar.

O deputado federal com menos votos eleito pelo DF foi Laerte Bessa (PR), com 32.843 votos.

Veja os eleitos mais controversos deste pleito:

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