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05/10/2014 19:47 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:03 -02

José Serra (PSDB) vence Eduardo Suplicy (PT), é eleito senador por São Paulo e se recupera de derrota na eleição municipal de 2012

ALICE VERGUEIRO/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO

Foi uma guerra de titãs. De um lado, José Serra, ex-governador de São Paulo, ex-prefeito da capital paulista, ex-ministro da Saúde, duas vezes candidato derrotado a presidente pelo PSDB.

De outro, Eduardo Matarazzo Suplicy, senador de São Paulo pelo PT desde 1991, por três mandatos consecutivos.

Serra trucidou Suplicy, com 58% dos votos contra 32%, e se elegeu senador por São Paulo.

Tanto Serra quando Suplicy são paulistanos da gema, conhecidíssimos tanto na capital quanto no interior, figuras centrais da política paulista e brasileira nas últimas décadas. São admirados e, ao mesmo tempo, criticados. Também são motivo de piada com frequência por protagonizarem cenas folclóricas na política.

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Serra foi muito criticado por ter abandonado a Prefeitura de São Paulo em 2006, quando ainda não havia cumprido nem a metade do mandato, para ser candidato a governador. Acabou eleito no primeiro turno, mas novamente largou o governo paulista em 2009 para ser candidato a presidente da República.

Perdeu para Dilma Rousseff (PT), a sucessora escolhida pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva no auge de sua popularidade. Durante a campanha, tanto Serra quanto Dilma se acusaram mutuamente de não serem claros em relação a suas respectivas posições sobre a legalização do aborto.

Em 2012, Serra tentou voltar ao centro da política como candidato a prefeito de São Paulo pelo PSDB. Dessa vez, o eleitor paulistano deixou claro que não havia perdoado sua saída precipitada da Prefeitura e do governo paulista e elegeu Fernando Haddad, eleito prefeito da capital também sob a benção de Lula.

Com 72 anos, parecia que a carreira política de José Serra estava liquidada. Sua eleição com grande votação para o Senado desmente isso e lhe dá novo fôlego.

Além de uma vitória pessoal, a vitória é reflexo da força do PSDB em São Paulo. Agora o partido terá duas das três vagas paulistas no Senado. A outra é ocupada por Aloysio Nunes Ferreira, candidato a vice na chapa de Aécio Neves. A terceira vaga é de Marta Suplicy, que no entanto se licenciou para ser ministra da Cultura. Seu substituto é Antonio Carlos Rodrigues (PR).

Resta saber se Serra ficará no Senado pelos próximos 8 anos ou sairá na primeira oportunidade para ser ministro de um governo Aécio ou candidato a prefeito, governador ou quem sabe até mesmo a presidente da República. Só que neste caso baterá de frente com Aécio, que mesmo que não conquiste a Presidência sairá fortalecido para 2018, e Geraldo Alckmin, governador reeleito de São Paulo e potencial candidato a presidente.

Apetite não lhe falta...

Atualizado às 21h15.