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05/10/2014 17:03 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:03 -02

Eleitores são impedidos de votar e descobrem que outras pessoas votaram com seus nomes

Divulgação/TSE

A eleitora Marisa Mendes, da zona rural de Cajazeiras (Paraíba), não conseguiu votar nas eleições de hoje, dia 5. Ao chegar em sua seção, descobriu que outra pessoa teria votado em seu lugar. De acordo com o Diário do Sertão, Marisa denunciou o caso para a juíza da 68ª zona eleitoral, Silse Maria.

Distante 2.160 quilômetros de Marisa, a empregada doméstica Maria José da Silva também foi impedida de votar. Quando chegou à 163ª zona eleitoral, no Catete (zona sul do Rio de Janeiro), foi informada por um mesário que ela já havia votado. "Eu dei o título e a minha identidade", contou Maria José ao Extra. "Aí, o rapaz (mesário) falou 'Ué, mas você já votou'. Eu falei 'Não, mas eu cheguei agora'. Ele foi conferir e, quando voltou, falou 'senhora, outra pessoa votou no seu lugar'."

Na 167ª zona eleitoral, na Pavuna (zona norte do Rio de Janeiro), a correspondente bancária Isabel Cristina Conceição dos Santos também não pôde votar. O motivo foi semelhante: outra pessoa havia votado em seu nome. "Quando eu cheguei, a mesária falou 'aqui está constando que você já votou'. E eu falei que não, que eu tinha acabado de chegar. Ela tentou cinco vezes, mas continuou constando."

"Eu falei com a responsável pela zona", continua Isabel, de acordo com o Extra. "Aí, uma pessoa chamada Elisa Pires falou assim 'se ela faz muita questão de votar nos candidatos, fala pra ela voltar 17h20 e votar no lugar de quem não votou'. Mas eu não vou fazer isso. Eu moro na Tijuca, vim aqui na Pavuna votar e não vou conseguir. Eu me sinto indignada. Escolheram os candidatos por mim. Isso é uma fraude."

O Brasil Post tentou falar com o TRE-SP para obter informações sobre como proceder em casos assim. Também tentou entrar em contato com o TSE, em Brasília. Em ambos os tribunais, não obteve sucesso. Ao Extra, o TRE-RJ informou que “casos assim acontecem”, e que o presidente da mesa deve registrar a ocorrência na ata. Em seguida, a Polícia Federal passa a investigar o caso.