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05/10/2014 22:47 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:03 -02

Eleições 2014: Ao reconhecer derrota, Marina Silva indica que apoiará 'desejo de mudança' com base em um programa

THIAGO BERNARDES/FRAME/FRAME/ESTADÃO CONTEÚDO

A candidata Marina Silva (PSB) se deu um tempo para decidir o que fará (e quem apoiará) no segundo turno da eleição pela Presidência. "Daremos agora um tempo, que deve levar em conta o sentido de urgência", afirmou.

Entretanto, ela deu indícios de que a decisão levará em conta o desejo de mudança. "O Brasil sinalizou claramente que não concorda com o que está aí. Desde 2010 sinalizou que quer uma mudança qualificada. Este desejo persiste e está crescendo", disse.

Marina também sugeriu que qualquer acordo será feito com base em um programa. "Temos compromisso com a mudança e com o nosso programa. Tem de ser coerente com o discurso e com as trajetórias", afirmou.

Marina disse que serão feitas reuniões para ouvir todos os partidos da coalizão formada por Eduardo Campos e que sustentou sua candidatura. "A Rede de Sustentabilidade, que eu coordeno, o PSB e todos os demais partidos da coligação vão se reunir, e dialogaremos entre nós."

A candidata foi discreta, mas deixou clara sua mágoa em relação aos ataques realizados pelo candidata Dilma Rousseff (PT). "Houve uma tentativa de desconstrução de nossa imagem. Mas neste momento estou aqui de pé, não como derrotada, porque não abri mão dos princípios para ganhar uma eleição", disse,

Ela, no entanto, evitou responder quem a teria atacado mais, Dilma ou Aécio Neves (PSDB). "Puxa, tenho que fazer agora um agressômetro? Sou mais pelo sustentômetro, da política, daquilo que nos propusemos a fazer. Meu objetivo não era destruir o PT ou o PSDB. Mas construir o Brasil que nós merecemos, acabar essa polarização pelos extremos."

E, por fim, Marina Silva nos deu sua lição do dia (ou, melhor, da noite): "A derrota e a vitória só se mede na história. Os erros e os acertos também."