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02/10/2014 03:30 -03 | Atualizado 26/01/2017 20:57 -02

Queridinha da CNN: Marina Silva é entrevistada por Christiane Amanpour, âncora internacional da emissora dos EUA (VÍDEO)

A candidata à Presidência Marina Silva foi entrevistada nesta quarta-feira (1º) pela jornalista e apresentadora Christiane Amanpour, âncora internacional da rede CNN. A mudança da candidatura após o acidente que matou Eduardo Campos, o baixo crescimento da economia brasileira, os direitos da comunidade LGBT e a relação do Brasil com os Estados Unidos foram alguns dos temas tratados na entrevista.

Amanpour questionou Marina sobre os motivos da bolsa de valores fechar em alta, quando ela estava à frente nas pesquisas de intenção de voto, ou fechar em baixa, quando Dilma estava com maior popularidade entre os eleitores.

“Os brasileiros sabem que precisam de uma liderança para aplicar os investimentos em áreas estratégicas. É preciso, ainda, controlar a inflação e criar um ambiente seguro para que os investimentos privados cheguem ao país”, afirmou.

A pessebista também citou o suposto esquema de corrupção da Petrobras, que também pode ter afetado as ações na companhia na Bolsa.

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A jornalista também perguntou sobre a posição da presidenciável sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo, tendo em vista que Marina é bastante religiosa.

A candidata reforçou que seu programa garante os direitos da comunidade LGBT.

"Todos os direitos que estão assegurados para os casais heterossexuais estão assegurados para os casais homoafetivos", disse.

Marina também foi questionada sobre a relação do Brasil com os Estados Unidos, após denúncias de suposta espionagem da inteligência norte-americana sobre o governo brasileiro.

A candidata foi irredutível e disse que ‘é inaceitável e deve ser repudiado com veemência’.

“É fundamental que se estabeleça um novo padrão para a relação entre os diferentes países, orientada pelo princípio de uma cultura de paz, uma cultura de cooperação”, afirmou.

Trajetória de Vida

Marina falou ainda sobre os desafios que enfrentou ao longo de sua vida, citando a infância no Acre e suas inspirações para entrar na política.

Ela também reforçou que ainda enfrenta preconceito por sua origem.

"Pessoas que têm a minha origem têm que provar que pensam, têm que provar que são inteligentes, têm que provar o tempo todo que são competentes”, declarou.

A candidata voltou a dizer que é vítima de uma campanha de descredenciamento pelos petistas.

No mesmo dia, o canal exibiu, ainda, uma matéria sobre a trajetória política de Marina Silva.