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02/10/2014 17:55 -03 | Atualizado 26/01/2017 20:57 -02

Líder de Hong Kong, Leung Chun-ying, diz que não vai renunciar e adverte manifestantes

Paula Bronstein / Getty Images

O líder deHong Kong, Leung Chun-ying, disse aos manifestantes pró-democracia nesta quinta-feira (2) que não tem intenção de renunciar, e alertou que as consequências pela ocupação de prédios do governo serão sérias.

"Em qualquer lugar do mundo, se há manifestantes que cercam, atacam, ou ocupam edifícios do governo como o quartel da polícia ou o escritório do chefe do Executivo, as consequências são sérias", afirmou.

De acordo com relatos publicados em mídias sociais, a ocupação foi mantida.

Leung, falando minutos antes de um ultimato para que renuncie, disse ainda que a secretária-geral, Carrie Lam, vai realizar uma reunião com os estudantes para discutir reformas políticas. Ele não disse quando acontecerá o encontro.

O Occupy Central, uma das entidades que organiza o protesto, recebeu com entusiamo a iniciativa, mas insistiu que Leung deve renunciar.

"O OCLP espera que as conversas possam ser um ponto de virada no atual impasse político", afirmou a entidade em comunicado.

"No entanto, reiteramos nossa visão de que o chefe do executivo Leung Chun-ying é o responsável pelo impasse, e deve rrenunciar".

Autoridades locais de Hong Kong pediram mais cedo a milhares de manifestantes pró-democracia que encerrem imediatamente o bloqueio a ruas do centro da cidade. As manifestações paralisaram grande parte do centro financeiro asiático.

Nesta madrugada, parte das vias foi liberada.

O movimento "Ocuppy Central" é um dos maiores desafios políticos de Pequim desde os protestos da Praça Tiananmen, em 1989.

Com informações das agências de notícias

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