NOTÍCIAS
02/10/2014 23:55 -03 | Atualizado 26/01/2017 20:57 -02

Em debate na Globo, Eduardo Jorge e Luciana Genro exigem que Levy Fidelix peça perdão por declarações homofóbicas

Montagem/Estadão Conteúdo

Depois das declarações homofóbicas no debate da TV Record, no fim de semana passado, o presidenciável Levy Fidelix (PRTB) foi alvo de repúdio dos candidatos Eduardo Jorge (PV) e Luciana Genro (PSOL).

No debate da TV Globo, nesta quinta-feira (2), os dois exigiram que ele pedisse perdão por ter incitado ao "enfrentamento" de minorias.

"O senhor extrapolou todos os limites; peça perdão", disse Jorge.

Levy se revoltou: "Você não tem moral nenhuma para falar disso".

"Você, acima de tudo, propõe que o jovem consuma maconha. Isso é crime. Aborto; isso é apologia ao crime", argumentou Levy, referindo-se a bandeiras de Jorge, favoráveis à descriminalização de aborto e da venda de maconha.

O candidato do PRTB disse que só usou seu direito à liberdade de expressão, defendendo família e casamento, como está na Constituição Federal e no Código Civil.

Jorge defendeu que descriminalizar o aborto é "uma tese generosa em defesa das mulheres" e descriminalizar a maconha é buscar "um diálogo maduro para diminuir o tráfico de drogas".

"O senhor envergonhou o Brasil com sua atitude", sublinhou Jorge.

Luciana Genro fez coro à posição do candidato do PV.

"Tu [Levy] ofendeu, tu apavorou, tu incitou o ódio do direito de uma suposta maioria de enfrentar os direitos de uma minoria", disse Genro, comparando o discurso dele com escravidão e holocausto.

"O teu discurso de ódio; os nazistas fizeram contra os judeus, os racistas fizeram contra os negros."

LEIA MAIS:

- Após declarações homofóbicas, Procuradoria Geral da República dá 24 horas para Levy Fidelix se explicar

- 'Beijaço' na Paulista protesta contra declarações homofóbicas de Levy Fidelix em debate na TV

"Se homofobia fosse crime, depois de um discurso como o teu, o senhor deveria ter saído algemado diretamente do debate para prisão", concluiu Genro.

"Em nenhum momento, pedi que as pessoas atacassem alguém. Só defendi o povo e minha posição cristã", justificou-se Levy.