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01/10/2014 12:00 -03 | Atualizado 26/01/2017 20:57 -02

Irã adia execução de acusada de matar agente do governo que tentou estuprá-la; ativistas mobilizam redes sociais

Reprodução / Facebook

Após uma intensa campanha nas redes sociais, as autoridades iranianas confirmaram que adiaram o enforcamento de uma mulher. Segundo a Anistia Internacional, Reyhaneh Jabbari foi condenada a morte em 2009, após ser acusada de matar um homem. Segundo ela, o homem em questão tentou estuprá-la.

Segundo a BBC, o enforcamento da mulher estava marcado para o início dessa semana, mas autoridades iranianas afirmaram que ela foi transferida para outra carceragem, onde sua pena será cumprida.

De acordo com ativistas, foi concedido a Jabbari um indulto de dez dias. Defensores de Jabbari, agora, tentam apelar à comunidade internacional – à ONU, órgãos de defesa dos direitos humanos e dos direitos das mulheres - para que a execução seja suspensa.

Ela foi presa em 2007, acusada de matar Morteza Abdolali Sarbandi, ex-funcionário do Ministério da Inteligência do Irã. De acordo com a Anistia Internacional, desde que foi presa, Jabbari ficou dois meses isolada, sem acesso ao seu advogado e sem contato com a família.

A acusada reconhece que esfaqueou Sarbandi, mas afirma que ele foi morto por uma terceira pessoa.

“A autoridades do Irã devem suspender imediatamente a execução de Reyhaneh Jabbari. É inaceitável que ela não tenha sido amparada por um advogado durante o interrogatório, e ainda há muitas perguntas sem resposta sobre um outro homem na cena no crime”, afirma a Anistia.

Uma campanha pedindo a suspensão da execução de Jabbari foi lançada no Facebook e no Twitter – identificada pela hashtag #SaveReyhanehJabbari. Em março, uma petição lançada no Avaaz, que pedia que sua pena fosse revista - coletou mais de 190 mil assinaturas.