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01/10/2014 15:18 -03 | Atualizado 26/01/2017 20:57 -02

Guerra contra o Estado Islâmico pode custar até US$ 1,8 bilhão dos contribuintes americanos, diz estudo

Ako Rasheed / Reuters

Os ataques dos Estados Unidos contra o Estado Islâmico na Síria e no Iraque já custaram entre US$ 780 milhões e US$ 930 milhões aos cofres americanos, segundo um instituto de pesquisas americano.

Caso as operações cresçam a ponto de deslocar 25 mil tropas em solo, os custos mensais podem chegar a US$ 1,8 bilhão.

De acordo com o levantamento do Centro de Avaliação Estratégica e Orçamentária (CSBA, sigla em inglês), o custo das operações futuras depende do tempo em que as tropas vão permanecer em atividade, a intensidade das operações aéreas e o deslocamento de tropas adicionais.

“Presumindo um nível moderado de operações aéreas e a movimentação de 2.000 tropas terrestres, os custos devem ficar entre US$ 200 milhões e US$ 320 milhões por mês”.

Os EUA começaram a mandar apoio para as forças curdas no Iraque em junho deste ano. O país também vem atacando alvos no Iraque desde o começo de agosto e começou a bombardear a Síria no último dia 23.

Conflitos

Nesta quarta-feira (1º), forças lideradas pelos EUA lançaram ataques aéreos sobre combatentes do Estado Islâmico que cercam uma cidade curda perto da fronteira da Síria com a Turquia. Os bombardeios atingiram principalmente os arredores da cidade de Kobani.

A região também foi palco de mais uma atrocidade do grupo. Segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos,

o Estado Islâmico decapitou sete homens e três mulheres em uma campanha para atemorizar moradores que resistem ao avanço do grupo militante.

O diretor da entidade oposicionista Observatório Sírio de Direitos Humanos, Rami Abdulrahman, disse que um civil curdo também teve a cabeça arrancada.

"Não sei por que foram presos e decapitados. Somente o Estado Islâmico sabe o por quê. Eles querem assustar as pessoas", disse ele.

O Estado Islâmico tem praticado várias decapitações de combatentes inimigos e civis na Síria e Iraque.

Tais atos são com frequência perpetrados em público e acompanhadas de uma mensagem de que qualquer oposição, violenta ou não violenta, não vai ser tolerada.

Com informações da Reuters