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30/09/2014 15:03 -03 | Atualizado 26/01/2017 20:57 -02

Presidenciáveis intensificam ataques a adversários na reta final do primeiro turno

Montagem/Estadão Conteúdo

A cinco dias do primeiro turno das eleições, os principais candidatos à Presidência intensificam ataques aos adversários nos programas eleitorais desta terça-feira (30). É a penúltima oportunidade de conquistar eleitores no horário político gratuito.

A presidente e candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT) utilizou parte de seu tempo para criticar Marina Silva (PSB) e Aécio Neves (PSDB). A propaganda exibiu trechos do debate na Record, em que aponta Marina como uma candidata instável por ela 'não se lembrar de seus votos' na CPMF.

Dilma voltou a dizer, ainda, que a pessebista vai reduzir o papel dos bancos públicos, seguindo estratégia de desgastar a ex-senadora, mostrando-a como pouco confiável.

Já em relação a Aécio, Dilma apostou em explorar supostas contradições do candidato tucano, também com trechos do debate na TV Record. Ela citou que Aécio teria defendido a privatização da Petrobras quando era deputado durante o governo FHC.

No programa eleitoral, Dilma também apresentou cinco propostas para acabar com a impunidade e a corrupção, numa tentativa de sair da defensiva diante das denúncias envolvendo a Petrobras. “Garantir processos e julgamentos mais rápidos e penalidades mais duras. Agilidade e rigor contra a impunidade não significam justiça sumaria”, afirmou.

A propaganda também contou com o reforço de Lula, que apontou Dilma como a candidata ‘mais indicada’ para a Presidência.

Marina Silva: 'Compromisso maior que o medo'

O programa da Marina Silva, com apenas 2 minutos e 3 segundos, focou na trajetória política da candidata do PSB. Na tentativa de aproximá-la dos eleitores com menor renda, o programa reforçou a imagem de Marina ter nascido em uma família humilde e ter enfrentado desafios para conseguir estudar e crescer profissionalmente.

O programa focou, ainda, na trajetória política da pessebista, citando as ações em prol da Amazônia.

Numa alusão indireta à campanha ‘do medo’, feita pelo PT, Marina rebateu:

“Não é um discurso. É uma vida. Meu compromisso sempre foi maior que o medo”, declarou.

Aécio Neves: 'PT deseduca o Brasil'

O candidato tucano apontou a gestão de Dilma como ineficiente em quase todas as áreas do país. Ele aproveitou, também, para alfinetar a presidente e o PT sobre o suposto esquema de corrupção na Petrobras:

“São denúncias de corrupção que não acabam nunca. O PT está deseducando o Brasil, destruindo os valores e exemplos que aprendemos em nossa casa, como não mentir, não roubar e ter respeito”, afirmou.

Com o propósito de se aproximar dos eleitores, principalmente dos mais jovens, o programa contou com a participação de algumas celebridades.

Desta vez, Bernardinho, Zico, Fagner, Zezé Di Camargo deram depoimentos curtos, reafirmando que Aécio é o mais preparado.

Aécio também se apresentou como ‘o voto útil para vencer o PT’.

Entre os candidatos à Presidência com menor pontuação nas pesquisas de intenção de voto, Eduardo Jorge (PV) defendeu medidas para acabar com o aquecimento global, como a precificação do carbono.

Ele também pediu votos para os candidatos a deputado federal e estadual e voltou a dizer que no primeiro turno as pessoas devem votar de acordo com suas convicções, sem se influenciar pelas pesquisas de intenção de voto.

Luciana Genro (PSOL) também compartilhou o raciocínio de que as pessoas devem votar nos seus preferidos, reafirmando a posição de esquerda coerente de seu governo.

Pastor Everaldo (PSC) falou sobre criminalidade e segurança pública.

Levy Fidelix (PRTB) , que causou polêmica após declarações homofóbicas no debate da TV Record, criticou o governo e se apresentou como a melhor opção para o país.

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