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30/09/2014 11:02 -03 | Atualizado 26/01/2017 20:57 -02

Bolsa cai e dólar chega a 2,45 após avanço de Dilma nas pesquisas eleitorais

MÁRCIO FERNANDES/ESTADÃO CONTEÚDO

A bolsa de valores paulista, Ibovespa, teve a maior queda percentual diária em três anos nesta segunda-feira (29) após avanço da presidente e candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT) nas pesquisas de intenção de voto.

A moeda brasileira também se desvalorizou frente ao dólar, fechando ao maior nível desde o fim de 2008.

A moeda norte-americana subiu 1,64%, a R$ 2,4557 na venda. Trata-se do fechamento mais alto desde 12 de dezembro de 2008, ápice da crise financeira global, quando ficou em R$ 2,4730.

O moeda norte-americana alcançou R$ 2,4792 na máxima da sessão, mas perdeu um pouco do ímpeto depois que exportadores aproveitaram as cotações altas para vender dólares. Além disso, alguns especulavam que o Banco Central poderia aumentar a intervenção no câmbio para evitar pressões inflacionárias.

Já as ações preferenciais da Petrobras caíram mais de 11%.

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O Ibovespa encerrou em baixa de 4,52%, a 54.625 pontos, maior queda desde 22 de setembro de 2011, quando terminou em baixa de 4,8%. O patamar de pontuação do fechamento foi o menor desde 10 de julho deste ano.

Na sexta-feira, Datafolha mostrou que Dilma praticamente dobrou sua vantagem sobre Marina Silva (PSB) nas intenções de voto para o primeiro turno e passou a ter vantagem numérica sobre a ex-senadora em simulação de segundo turno.

"A pesquisa mostrou Dilma mais forte e voltou a especulação de uma decisão ainda no primeiro turno... Deu uma desanimada geral no mercado", observou Frederico Ferreira Lukaisus, gerente de renda variável na Fator Corretora.

Também na sexta-feira à noite (27), pesquisa Sensus mostrou cenário semelhante.

Analistas e profissionais do mercado financeiro preferem uma mudança de governo, por defenderem alteração da política econômica.

O analista da CM Capital Markets Marco Aurélio Barbosa, em nota a clientes, destacou que, a menos de uma semana do primeiro turno, o mercado seguirá atento ao cenário eleitoral, com o foco voltado para novas pesquisas e o debate entre os presidenciáveis na Rede Globo na quinta-feira.