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30/09/2014 10:06 -03 | Atualizado 26/01/2017 20:57 -02

Bancos fechados: Agências de várias cidades amanhecem com cartazes anunciando greve dos bancários a partir desta terça (30)

IGOR DO VALE/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CON

Agências bancárias de diversas cidades amanheceram nesta terça-feira (30) com cartazes indicando que estão em greve. A paralisação, que deve atingir tanto bancos públicos quanto privados, foi aprovada na noite desta segunda-feira (29) após orientação do Comando Nacional dos Bancários. A última greve dos bancários ocorreu entre setembro e outubro do ano passado e durou mais de 20 dias.

Segundo a assessoria do Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região - o maior da categoria -, não deve ocorrer uma adesão total à greve já nesta terça, mas a assessoria lembrou que as paralisações costumam crescer ao longo do tempo. Haverá um balanço diário para medir quantas agências aderiram à greve (veja informação sobre o primeiro dia de greve abaixo).

O Procon orientou os consumidores a pagar suas contas pela internet, caixas eletrônicos, casas lotéricas, supermercados e agências dos Correios. "A greve é um risco previsto nas atividades de uma instituição financeira, mas se o consumidor tentou outras formas de pagamento e não obteve resultado não poderá arcar com eventuais prejuízos", explicou a instituição.

Segundo a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos), 10% das operações bancárias são feitas por meio das agências. A internet representa a maior parcela, com 41% das transações, seguida pelos caixas eletrônicos, com 23%, conforme números correspondentes a 2013.

Sindicato divulga balanço do primeiro dia de greve

O primeiro dia da greve dos bancários contou com a adesão em 626 locais de trabalho em São Paulo, Osasco e região, informou o sindicato nesta tarde de terça-feira. Deste total, foram quatro centros administrativos e 622 agências que não abriram as portas. O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região estima que esse número representa a participação de cerca de 16 mil trabalhadores.

Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro da CUT (Contraf-CUT) foram fechadas pelo menos

6.572 agências e centros administrativos de bancos públicos e privados em 26 estados e no Distrito Federal. São 427unidades paralisadas a mais que no primeiro dia da greve do ano passado (6.145), um crescimento de 6,95%.

Proposta de reajuste rejeitada

Na noite de segunda-feira, os bancários rejeitaram nova proposta de reajuste salarial da Fenaban feita no sábado, após ameaça de greve na quinta-feira da semana passada. A federação ofereceu um reajuste de 7,35% nos salários, na Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e nos valores dos vales e auxílios. Para o piso da categoria, o reajuste oferecido foi de 8%.

Os bancários querem aumento de 12,5%, com ganho real de 5,8%. Para o cálculo da inflação foi utilizado o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que acumulou alta de 6,35% no período de 12 meses encerrado em agosto. Também exigem PLR de três salários mais parcela adicional de R$ 6.247. Os bancários também querem gratificação de caixa de R$ 1.042,74, gratificação de função de 70% do salário do cargo efetivo e vale-cultura de R$ 112,50.

A data-base dos bancários para renegociar os contratos coletivos de trabalho é 1º de setembro. O Comando Nacional dos Bancários considerou a proposta insuficiente e orientou os 134 sindicatos que representa no País a votarem pela greve nas assembleias desta segunda-feira. Os bancários se reuniram no início desta noite em todo o País para votar a proposta da Fenaban e para organizar a greve, após oito rodadas de negociações.

A Fenaban disse que "permanece confiante na manutenção das negociações para um desfecho do acordo coletivo".

Com informações do Estadão Conteúdo

Atualizado às 19h15.