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26/09/2014 18:25 -03 | Atualizado 26/01/2017 20:57 -02

Candidato do PMDB ao governo de SP, Paulo Skaf lança ‘Alckmin cover' e pede voto de manifestantes (VÍDEO)

A menos de dez dias das eleições, o candidato ao governo de São Paulo pelo PMDB, Paulo Skaf, resolveu adotar um tom mais agressivo na luta pela chance de levar a disputa com o governador Geraldo Alckmin (PSDB). E para chegar ao segundo turno, o ex-presidente da Fiesp resolveu ‘inovar’ e ser zoeiro no horário eleitoral desta sexta-feira (26).

A propaganda de Skaf começou com um diálogo entre um eleitor e um ‘Alckmin cover’. Achou que o tom brincalhão acabou aí? O fato do tucano gostar de tomar cafezinhos durante as suas agendas em eleições também foi lembrado, mas o eleitor insatisfeito da propaganda recusa o convite do sósia de Alckmin, preferindo um suco de laranja.

“Não me leve a mal, mas o senhor já teve uma oportunidade”, sentencia o eleitor insatisfeito com as “promessas” do atual governador.

O tom irônico ainda abre espaço para Skaf conclamar os manifestantes das Jornadas de Junho de 2013 a votarem nele. “Sou idealista e gosto de defender sonhos coletivos (...). Sinto as pessoas meio que conformadas, como se tivessem perdido a esperança e jogado a toalha. Será? Cadê todo aquele povo que nas ruas clamava por Justiça e mudanças?”, perguntou o candidato.

Desde o início da campanha para o Palácio dos Bandeirantes, Skaf se colocou como principal adversário de Alckmin na disputa. Entretanto, o tucano segue com ampla vantagem, tendo 49% das intenções de voto, segundo a mais recente pesquisa do Instituto Datafolha. Já o peemedebista tem 22%, valor do qual nunca conseguiu avançar consistentemente. O terceiro colocado, Alexandre Padilha (PT), tem 9% e a mais alta rejeição entre o eleitorado paulista.

Seja pura brincadeira ou desespero, resta pouco tempo (e alternativas) para uma reviravolta no pleito de São Paulo.

Skaf “rejeita” aproximação de Dilma

Nesta sexta-feira, Paulo Skaf falou sobre a estratégia de não dar voz à presidente petista Dilma Rousseff em sua campanha ao governo estadual. Ele disse que não precisa de padrinho. “A população de São Paulo não quer um governador que dependa de padrinhos, por isso nunca tentei usar o nome de ninguém”, afirmou.

Sem responder se descolar a campanha da imagem da presidente foi ou não acertado, ele disse que preferiu mostrar suas qualidades para governar o Estado. “Procurei mostrar minhas ideias e meu jeito de ser. Tenho andado pelo Estado e vejo que as pessoas estão cansadas do PT e do PSDB”, completou o peemedebista.

Skaf ainda acusou a campanha de Alckmin de passar ao eleitor informações enganosas a seu respeito. “Quando o governador fala na televisão que eu quero fechar presídios, o que eu disse é que os países do mundo que investiram em educação de qualidade depois fecharam presídios. Hoje temos 200 mil presos e penitenciária para 120 mil, por isso ainda é preciso construir presídios. Meu sonho é dar educação de qualidade e não precisar construir mais”.

(Com Estadão Conteúdo)

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