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26/09/2014 09:31 -03 | Atualizado 26/01/2017 20:57 -02

Bancários de São Paulo aprovam greve a partir da próxima terça-feira

RICARDO TRIDA/DIÁRIO DO GDE ABC/ESTADÃO CONTEÚDO

Os bancários paulistanos podem entrar em greve a partir da próxima semana, caso os bancos não melhorem a proposta de reajuste salarial. Em assembleia realizada no início da noite de quinta-feira (25), o Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região aprovou a paralisação por unanimidade. Segundo o sindicato, votaram cerca de 1,5 mil bancários. Na segunda-feira, haverá nova assembleia para votar eventual contraproposta dos bancos ou para organização da greve, que será feita por período indeterminado a partir de terça-feira (30).

A proposta feita pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) prevê reajuste salarial de 7,5% (aumento real de 1,08%, descontada a inflação) para o piso da categoria e de 7% (aumento real de 0,61%) para os demais cargos, mas os bancários defendem um ganho de 12,5%, com aumento real de 5,8%. Para o cálculo da inflação foi utilizado o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que acumulou alta de 6,35% no período de 12 meses encerrado em agosto. A data-base dos bancários para renegociar os contratos coletivos de trabalho é 1º de setembro.

O Comando Nacional dos Bancários já havia se posicionado contra a proposta de reajuste salarial na sexta-feira, mas incentivou os 134 sindicatos que representa no País a convocarem assembleias e votarem sobre o assunto. Com o slogan "Queremos Mais", orientou os associados a rejeitarem a proposta.

O Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região é o maior sindicato da categoria e representa mais de 142 mil trabalhadores. Sua presidente, Juvandia Moreira Leite, disse esperar por uma solução negociada até o dia 30, mas acrescentou que até o momento não há nenhuma sinalização de que haverá contraproposta dos bancos. A última greve nacional dos bancários ocorreu entre setembro e outubro do ano passado, e durou mais de 20 dias.