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25/09/2014 10:18 -03 | Atualizado 26/01/2017 20:57 -02

Soldado acusada por vazar milhares de documentos secretos processa Exército dos EUA por causa de tratamento hormonal

Exército dos EUA / AP Photo

Chelsea Manning, soldado do exército dos EUA que vazou centenas de milhares de documentos secretos ao WikiLeaks, entrou com uma ação contra o Exército em um tribunal federal.

Ela alega que os carcereiros violaram seus direitos constitucionais, negando-lhe tratamento hormonal.

Chelsea acusa o Exército de ignorar repetidamente seus pedidos de tratamento adequado para sua desordem de gênero.

“A cada dia que passa sem tratamento adequado, [Manning] apresenta sinais crescentes de ansiedade, angústia e depressão. Ela sente que seu corpo está sendo envenenado pela testosterona”, diz a ação, que foi entregue na terça-feira (23).

Segundo o Guardian, são citados como réus o secretário de Defesa dos EUA, Chuck Hagel, o major-general David Quantock, e a coronel Erica Nelson que comanda o quartel em Fort Leavenworth, Kansas, onde Chelsea é mantida.

Chelsea foi diagnosticada com disforia de gênero em maio de 2010. Ela atualmente cumpre uma sentença de 35 anos por crimes relacionados com o vazamento de segredos de Estado. Em setembro de 2013, seu diagnóstico foi confirmado pelo chefe da divisão de saúde mental do quartel onde Chelsea cumpre pena – ela foi condenada em agosto de 2013.

De acordo com a defesa da soldado, a única concessão feita a Chelsea foi permitir que ela usasse roupas íntimas femininas.

“Tratar uma disforia de gênero severa com o uso de sutiãs é como tratar uma ferida a bala com um band-aid”, afirmou a advogada que representa Chelsea.

De acordo com a ação, também foram negados a Chelsea outros pilares do tratamento como psicoterapia, terapia hormonal e cirurgia para modificação das características sexuais.

O Exército afirmou que não vai comentar o caso.