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25/09/2014 12:32 -03 | Atualizado 26/01/2017 20:57 -02

Programa de intercâmbio Erasmus é responsável pelo nascimento de 1 milhão de bebês, diz relatório

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Um estudo publicado pela Comissão Europeia nesta semana estima que mais de 25% dos participantes do programa de intercâmbio Erasmus conheceram seu parceiro enquanto estudavam fora. O resultado? Um milhão de bebês.

Segundo a porta-voz da Comissão Europeia, Pia Ahrenkilde, a marca é significativa e prova que o programa “cria várias coisas positivas”.

O levantamento foi baseado em entrevistas com mais de 88 mil estudantes, professores e empresários, em 34 países e também constatou que pessoas que estudaram no exterior são mais propensas a terem relacionamentos a longa distância.

Segundo o The Independent, o potencial romântico do Erasmus já havia sido mencionado pelo escritor italiano Umberto Eco em 2011.

“O intercâmbio universitário Erasmus criou a primeira geração de jovens europeus”, disse ao jornal italiano La Stampa.

“Eu chamo isso de revolução sexual: um jovem catalão conhece uma menina flamenca: eles se apaixonam, se casam, e se tornam europeus, assim como seus filhos”.

Um terço dos alunos que participaram do Erasmus teve um parceiro de nacionalidade diferente. Entre aqueles que estudaram em apenas um país, o percentual cai para 13%.

O estudo de mais de 200 páginas, no entanto, não fala apenas sobre o potencial afetivo do programa de intercâmbio.

Segundo o relatório, o intercâmbio no exterior aumenta as possibilidades profissionais dos jovens.

De acordo com a pesquisa, enquanto pelo menos um em cada cinco jovens na Europa está desempregado atualmente, 64% dos empresários afirmaram que a experiência internacional torna um candidato mais atraente para um emprego.

Criado em 1987, o programa Erasmus já ajudou mais de 3 milhões de alunos da União Europeia a estudarem no exterior.