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25/09/2014 19:05 -03 | Atualizado 26/01/2017 20:57 -02

Com câmera escondida, mulher registra cenas cotidianas em Raqqa, cidade síria dominada pelo Estado Islâmico

Reprodução / Youtube

Uma estudante – que não quis se identificar, por motivos de segurança – filmou cenas cotidianas em Raqqa, um dos principais redutos do Estado Islâmico na Síria.

Com uma câmera escondida por baixo do niqab – veste tradicional na Árabia Saudita e obrigatória em cidades sob domínio do grupo - ela registrou mães armadas com fuzis levando seus filhos para brincar.

Enquanto andava com a câmera, ela também foi advertida por um membro do Estado Islâmico por estar com uma parte do corpo descoberta.

“Você deve se comportar melhor em público”, diz ele, advertindo ainda que ela deveria cuidadosa. “Deus gosta de mulheres cobertas”, afirma.

As imagens foram exibidas pela TV Francesa e foram filmadas, segundo o Telegraph, entre fevereiro e abril este ano.

Cybercafé

Na parte reservada às mulheres em um cybercafé na cidade, uma mulher, falando em francês, aparece dizendo à família que não vai voltar.

“Vocês tem que colocar em sua cabeça que eu nunca vou voltar”, afirma. Ela ainda conta aos familiares que as imagens exibidas na imprensa sobre o grupo são “mentirosas”.

Segundo cálculos das autoridades francesas, 150 mulheres viajaram para a Síria para casar com militantes, adotar órfãos ou apenas apoiar a causa do autodeclarado califado.

Execução

A ONU (Organização das Nações Unidas) reportou nesta quinta-feira (25) , que uma ativista dos direitos humanos foi assassinada em Mossul, no Iraque, outra cidade fortemente dominada pelo Estado Islâmico.

Sameera Al-Nuaimy foi executada em público por um pelotão de fuzilamento em frente o edifício do governo, no começo desta semana.

Segundo a ONU, ela foi acusada de postar comentários críticos ao grupo no Facebook.

Ela foi retirada à força de casa, e torturada dias antes de ser morta. Após sua morte, a família foi proibida de realizar o enterro.

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