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24/09/2014 17:07 -03 | Atualizado 26/01/2017 20:57 -02

Grupo ligado ao Estado Islâmico decapita Hervé Gourdel, refém francês sequestrado na Argélia

Reprodução / Youtube

Um grupo autodeclarado aliado ao Estado Islâmico publicou um vídeo nesta quarta-feira (24) que mostrava a decapitação do francês Hervé Gourdel. Ele foi capturado pelo grupo na Argélia no último domingo (21).

Em depoimento na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, o presidente da França, François Hollande, confirmou que Gourdel foi "cruelmente e covardemente" assassinado e disse que os responsáveis precisam ser punidos.

"Ele foi vítima de um crime hediondo", afirmou Hollande.

No começo da semana, o grupo disse que iria matar Gourdel se a França não freasse sua atuação no território iraquiano.

O sequestro aconteceu poucas horas depois de o porta-voz do Estado Islâmico, Abu Muhammad al-Adnani, exortar os seguidores do grupo a atacar cidadãos dos Estados Unidos, França e outros países que se uniram à coalizão para destruir a facção radical.

A agência estatal de notícias argelina APS informou que o francês, que atuava como guia montanhista, foi levado no vilarejo de Ait Ouabane quando viajava em um veículo com alguns argelinos.

O ministro das Relações Exteriores da França, Laurent Fabius, disse que a tomada do refém francês na Argélia não iria deter a participação francesa na coalizão de países liderada pelos Estados Unidos contra o Estado Islâmico.

"Faremos tudo que pudermos para libertar os reféns", afirmou o chanceler Fabius a jornalistas. "Mas um grupo terrorista não pode mudar a posição da França."

A França aumentou, na segunda, o nível de ameaça em 30 de suas embaixadas no Oriente Médio e na África, lançou seus primeiros ataques aéreos contra alvos do Estado Islâmico no Iraque na sexta-feira, e afirmou que tudo deve ser feito para livrar a região do grupo.

Os extremistas dizem que o assassinato é uma retaliação pelo envolvimento da França na campanha militar liderada pelos Estados Unidos contra militantes no Iraque e na Síria.

Na reunião das Nações Unidas, Hollande rejeitou as exigências do grupo de que parasse com os ataques aéreos. "Nós não vamos nos render a qualquer chantagem, pressão ou ultimato", ele disse.

Os EUA embarcaram em uma série de ofensivas contra o Estado Islâmico na Síria e no Iraque. A França passou a participar da campanha em território iraquiano na sexta-feira, mas se recusou a intervir no conflito sírio.

Com informações das Agências de Notícias

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