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24/09/2014 11:54 -03 | Atualizado 26/01/2017 20:57 -02

Dilma aproveita discurso na Assembleia Geral da ONU para destacar avanços sociais e rebater adversários na eleição

Andrew Burton/Getty Images

A presidente e candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT) ressaltou os resultados positivos alcançados pelo Brasil, especialmente nos programas sociais, durante discurso na abertura da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), nesta quarta-feira (24), em Nova York.

A fala da presidente foi criticada nas redes sociais, por usuários que a consideraram 'eleitoreiro'. Tradicionalmente o presidente do Brasil faz o primeiro discurso dos chefes de Estado na Assembleia Geral da ONU.

Dilma citou as políticas sociais de transferência de renda e diminuição da pobreza como iniciativas bem sucedidas no país, já que cerca de 36 milhões de brasileiros deixaram a situação de miséria desde 2003.

“A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) informou que o Brasil saiu do mapa da fome”, disse.

A presidente também citou o aumento de brasileiros que saíram do grupo de mais pobres para a classe média.

“Hoje, 3 em cada 4 [dos que estavam em situação de pobreza ou pobreza extrerma] são classe média’, afirmou.

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Criticada ontem (23) pelo candidato Aécio Neves por ter ‘afugentado’ os investimentos privados do país, Dilma rebateu. Ela disse que em seu governo o Brasil ficou ‘protegido da volatilidade externa e das consequências da crise econômica de 2008’.

“O Brasil é destino de investimentos externos, com forte parceria com o setor privado e solidez fiscal”, destacou.

Corrupção

Como vem sustentando nas últimas semanas, desde que as denúncias do suposto esquema de corrupção na Petrobras vazaram, Dilma destacou que em seu governo houve o combate ‘sem tréguas’ à corrupção.

“Só existe uma maneira correta e eficiente de combater a corrupção. O fim da impunidade e o fortalecimento das instituições que punem, investigam e denunciam crimes de corrupção”, afirmou.

Dilma reafirmou seu compromisso em estancar o crime citando iniciativas de seu governo, como o portal governamental da transparência e a lei de acesso à informação.

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